Após a rejeição unânime da chamada PEC da Blindagem pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) do Senado, lideranças do PT em Mato Grosso celebraram o resultado como uma vitória da mobilização popular contra a impunidade política. A proposta, aprovada pela Câmara na semana anterior, previa que parlamentares só poderiam ser processados com autorização do Congresso.
O deputado estadual Lúdio Cabral afirmou que a rejeição da matéria foi “resultado do manifesto do último domingo em todo o país” e classificou a proposta como um “projeto de impunidade a políticos criminosos e golpistas”. Para ele, “a CCJ do Senado enterrou hoje a PEC da Blindagem e deu um importante recado ao país: ninguém está acima da lei”.
O também deputado estadual Valdir Barranco criticou os seis dos oito deputados federais de Mato Grosso que votaram a favor da PEC, classificando a medida como um “passaporte para o crime na política”. “O que irão falar para o povo mato-grossense os seis deputados […] que votaram a favor da PEC da bandidagem?”, questionou.
A presidente estadual do PT, Rosa Neide, foi ainda mais dura ao afirmar que a proposta representava “a maior vergonha que o Congresso fez”. Segundo ela, “todo movimento nas ruas era para dizer que o povo brasileiro é soberano, e que não aceitariam uma lei para proteção de políticos”. A CCJ rejeitou a PEC por 26 votos a 0 nesta quarta-feira (24), enterrando a possibilidade de avanço da proposta no Senado.


































