O número de mulheres que disputam a Presidência da República caiu pela metade nas eleições de 2026, passando de quatro candidatas em 2022 para duas neste ano. Embora cinco mulheres concorram à Vice-Presidência, a participação feminina proporcional nas chapas também recuou, de 36% para 27% das posições em disputa.
Ao todo, sete mulheres integram cinco das 13 chapas presidenciais registradas para a eleição. Duas disputam a Presidência e cinco são candidatas a vice, repetindo o número absoluto de mulheres de 2022, mas em um cenário com maior número de candidaturas.
Especialistas ouvidas no levantamento apontam que o problema vai além da quantidade de mulheres nas chapas e envolve o espaço que elas ocupam dentro dos partidos, além do acesso a recursos, exposição e apoio político. Nas eleições majoritárias, diferentemente das disputas proporcionais, não há exigência legal de uma cota mínima de candidaturas por gênero.
A série histórica mostra avanço irregular da presença feminina, mas ainda distante da paridade. Desde 1989, mulheres ocuparam apenas 43 dos 222 postos de presidente e vice analisados, e a maioria das candidaturas femininas continuou concentrada na posição de vice, evidenciando as dificuldades para alcançar o comando das chapas.



















