MATO GROSSO

Ossadas em Várzea Grande são de trabalhadores do Maranhão; facção suspeita de retaliação

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A Polícia Civil confirmou que duas das cinco ossadas encontradas em Várzea Grande (MT) pertencem aos trabalhadores maranhenses Diego de Sales Santos, 22, e Mefibozéte Pereira da Solidade, 25. Ambos desapareceram em janeiro deste ano, logo após chegarem à cidade para trabalhar. A confirmação foi feita nesta quarta-feira (9), durante coletiva da Operação Desterro, que apura o caso.

Segundo o delegado Rogério Gomes, da Delegacia de Homicídios (DHPP), as mortes foram motivadas por uma retaliação de membros do Comando Vermelho, que acreditavam, sem provas, que os trabalhadores eram integrantes de uma facção rival do Nordeste, como o PCC. “Eles tinham acabado de chegar na cidade e todas as evidências coletadas apontam para essa modalidade de crime”, afirmou o delegado, destacando que não há indícios de que as vítimas tivessem ligação com organizações criminosas.

Durante as investigações, duas pessoas foram presas – uma por porte ilegal de arma de fogo e outra por fraude processual. A polícia realizou 13 buscas para apreender celulares e equipamentos eletrônicos, que podem ajudar a identificar os autores. “São vários autores”, disse Gomes, reforçando que o crime foi cometido contra cinco pessoas.

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O caso segue sob responsabilidade da DHPP. O delegado Caio Albuquerque destacou o papel das denúncias anônimas e o trabalho conjunto entre forças policiais e o Ministério Público para combater crimes cometidos por facções. Os outros três trabalhadores desaparecidos ainda não foram encontrados.

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