O líder da oposição, deputado Zucco, falou que a obstrução bolsonarista só acabará após o pedido de urgência da proposta ser votada.
Por Humberto Azevedo
Numa semana considerada decisiva para a aprovação do Projeto de Lei “(PL)”, que pretende conceder anistia a todos que participaram e foram condenados de atos antidemocráticos após às eleições de 30 de outubro de 2022 os principais os parlamentares da oposição bolsonarista decidiram nesta terça-feira, 1º de abril, obstruir as votações naquela Casa legislativa até que a matéria seja pautada.
Os atos antidemocráticos iniciaram dois dias após confirmada a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e envolveram ocupações que pararam os trânsitos nas principais rodovias do país, quebra-quebra nas ruas da capital federal no dia 12 de dezembro de 2022, data em que Lula foi diplomado presidente eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a tentativa de explodir um caminhão-tanque na área de embarque e desembarque do aeroporto de Brasília em 24 de dezembro daquele mesmo ano e a quebradeira nas sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023.
Para anunciar a estratégia, o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), contou com a presença do presidente Jair Messias Bolsonaro, além do líder PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e da líder da minoria, deputada Caroline De Toni (PL-SC). Eles anunciaram que ficou definido que a oposição usará o instrumento regimental de obstrução total dos trabalhos nas comissões permanentes e no plenário da Casa.
A ideia, de acordo com Zucco, é pressionar pela inclusão do requerimento de urgência para acelerar a tramitação do PL da Anistia.
“Estamos vivendo um estado de exceção no Brasil. E para momentos de anormalidade institucional, precisamos atuar de forma muito firme. Portanto, a orientação é para obstruir todas as pautas. Nada mais importante agora do que buscar reparação para as centenas de presos e refugiados políticos do Brasil. (…) Vamos mostrar à sociedade e ao mundo que existem muitas outras Déboras, situações que envergonham o Brasil perante a comunidade internacional”, destacou Zucco.

















