A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase contra um esquema interestadual de roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas. Segundo as investigações, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 33 milhões em um ano e contava com apoio do Terceiro Comando Puro (TCP).
De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC-Cap), os medicamentos roubados eram levados para o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, onde eram armazenados, fracionados e redistribuídos para diversos estados por meio de empresas de fachada. O delegado André Prates afirmou que os criminosos agiam de forma violenta, utilizando fuzis e veículos de apoio durante os roubos.
Ao todo, a operação cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados ao grupo. Em Santo André (SP), agentes apreenderam um carro de luxo com medicamentos contra o câncer em seu interior.
As investigações apontam que a quadrilha participou de pelo menos 40 roubos de cargas nos últimos seis meses e utilizava uma estrutura dividida em núcleos responsáveis pelos assaltos, logística financeira, receptação e suporte territorial. A polícia identificou ainda 25 empresas de fachada usadas para ocultar a origem dos produtos e reinseri-los no mercado.
Segundo a Polícia Civil, parte dos medicamentos roubados era revendida para hospitais privados e, em alguns casos, até para instituições públicas de saúde por meio de processos licitatórios. Para os investigadores, o esquema representa uma grave ameaça à saúde pública, já que medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem rígido controle de armazenamento e podem perder a eficácia ou se tornar nocivos quando mantidos em condições inadequadas.

















