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“O toque não substitui a mamografia”, alerta mastologista sobre prevenção ao câncer de mama

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Só em 2018, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de mais de 59 mil casos de câncer de mama no Brasil – destes, 680 seriam em Mato Grosso e 220 em Cuiabá. No que se refere ao possível diagnóstico, a mamografia, o exame clínico e o autoexame são fundamentais e insubstituíveis na prevenção da doença.

Ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Infantil e Maternidade Femina, Fernanda Monteiro Siqueira Juveniz explica que muitas mulheres não se mantêm em dia com a mamografia em razão do autoexame. A conduta, no entanto, é amplamente reprovada por especialistas.

“O toque não substitui a mamografia e vice-versa. O autoexame regular, uma vez ao mês, é uma importante ferramenta de autoconhecimento que auxilia a mulher a notar mais facilmente um nódulo, mas não anula a ida ao ginecologista. A mamografia, além de detectar tumores, pode fazê-lo com maior eficácia e garantir um diagnóstico precoce”, explicou.

De acordo com a médica, a detecção precoce aumenta em 90% as chances de cura do câncer de mama. Por este motivo, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) aconselha que mulheres com mais 40 anos façam anualmente a mamografia periódica ou de rastreio.

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Dentre os pacientes pertencentes ao grupo de risco do câncer de mama, estão mulheres, mulheres idosas, pessoas com histórico familiar positivo em parentes de primeiro grau que viveram o diagnóstico antes dos 50 anos ou nas duas mamas (câncer bilateral) – nos últimos casos, é indicado que o acompanhamento pela mamografia se inicie dez anos antes da idade em que a pessoa familiar foi diagnosticada.

“Menstruação precoce, menopausa tardia, a ausência de gestação e de amamentação e a terapia de reposição hormonal também são fatores estatísticos que aumentam o risco de câncer de mama”, esclareceu a mastologista.

Já pacientes com menos de 40 anos devem se precaver por meio de consultas anuais ao ginecologista e do autoexame mensal.

AUTOEXAME – É indicado que o exame do toque seja realizado durante o banho, com as mãos ensaboadas, ou na cama, com o corpo deitado. Deve-se levantar um dos braços, colocando a mão atrás da cabeça, e palpar cuidadosamente a mama com os dedos da outra mão.

Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de líquido. Já em frente ao espelho, é importante observar o tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades.

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