Uma nova medicação para o controle do colesterol alto pode ampliar as opções de tratamento nos próximos anos. A enlicitida, comercializada sob a marca Lipfendra, tornou-se o primeiro inibidor oral da proteína PCSK9 aprovado nos Estados Unidos. Em estudos clínicos, o comprimido reduziu os níveis do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, em mais de 55%.
O medicamento age bloqueando a proteína PCSK9, produzida pelo fígado, mecanismo que até então só estava disponível por meio de injeções. A aprovação foi baseada em estudos com mais de 19 mil pacientes que já faziam uso de estatinas e adotavam mudanças no estilo de vida. Além da redução expressiva do LDL, a medicação apresentou baixa incidência de efeitos colaterais.
A Lipfendra deve chegar ao mercado norte-americano até 2027 e, posteriormente, poderá ser avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A indicação é para pacientes que não conseguem controlar o colesterol apenas com estatinas ou apresentam intolerância ao tratamento convencional.
Desenvolvida pela farmacêutica MSD, a enlicitida é apontada por especialistas como um avanço por facilitar a adesão ao tratamento, já que dispensa aplicações injetáveis. Apesar dos resultados promissores, o medicamento ainda precisará comprovar, em estudos de longo prazo, que também reduz o risco de infartos, derrames e mortes por doenças cardiovasculares.
Da redação com informações do site Folha Destra.

















