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Mutirões do TRE-MT percorrem o estado para fortalecer a participação da população nas eleições de 2026

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Só em 2025, mais de 278 mil eleitores foram atendidos no estado. Entre junho e dezembro daquele ano, foram realizados 557 mutirões de atendimento externo

 

 

À medida que o calendário eleitoral avança rumo às eleições de 2026, a Justiça Eleitoral intensifica ações para assegurar que nenhum cidadão fique de fora do processo democrático. Em Mato Grosso, os mutirões organizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) têm levado atendimento a comunidades urbanas, rurais e regiões de difícil acesso, ampliando o acesso aos serviços eleitorais e fortalecendo a cidadania. Para o desembargador Lídio Modesto, que atua como corregedor eleitoral em substituição, a iniciativa representa um esforço estratégico para aproximar o eleitor da Justiça Eleitoral e garantir eleições mais seguras e participativas.

 

Em um estado de dimensões territoriais amplas como Mato Grosso, levar serviços públicos a todas as regiões é um desafio constante. No caso da Justiça Eleitoral, essa realidade se torna ainda mais complexa diante da diversidade geográfica e social do estado, que inclui áreas urbanas populosas, regiões rurais extensas e comunidades tradicionais espalhadas por longas distâncias. Foi justamente para enfrentar esse desafio que o TRE-MT intensificou a realização de mutirões eleitorais. A proposta é simples: em vez de esperar que o eleitor vá até o cartório, a Justiça Eleitoral leva a estrutura de atendimento até onde a população está.

 

“Nosso objetivo é chegar ao cidadão e garantir o máximo de oportunidades de atendimento. Muitas pessoas vivem em locais distantes dos cartórios eleitorais e, sem essas ações, teriam grande dificuldade para regularizar sua situação”, explicou o desembargador Lídio.

 

 

Essa estratégia tem permitido ampliar significativamente o número de atendimentos em todo o estado. Apenas em 2025, mais de 278 mil eleitores foram atendidos em Mato Grosso. Entre junho e dezembro daquele ano, foram realizados 557 mutirões de atendimento externo, alcançando diferentes municípios e comunidades.

 

 

Os mutirões eleitorais não se limitam aos grandes centros urbanos. Pelo contrário: uma das prioridades do TRE-MT é justamente atender populações que tradicionalmente enfrentam dificuldades de acesso aos serviços públicos. Entre os públicos atendidos estão comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, assentamentos rurais e trabalhadores do campo, além de estudantes e moradores de regiões afastadas das sedes municipais. Em muitos casos, essas populações precisariam percorrer longas distâncias para resolver questões simples relacionadas ao título eleitoral.

 

“Imagine um eleitor que vive em uma região isolada. Muitas vezes, o cartório eleitoral mais próximo fica a seis horas de distância. Isso significa passar pelo menos 12 horas em deslocamento para conseguir atendimento”, destacou.

 

Ao levar a estrutura da Justiça Eleitoral até essas localidades, os mutirões eliminam barreiras geográficas e garantem que o direito ao voto seja acessível a todos. Outro objetivo central dessas ações é ampliar o cadastramento biométrico dos eleitores. O procedimento, que registra digitalmente as impressões digitais do cidadão, ajuda a tornar o processo eleitoral mais seguro e eficiente.

 

 

Atualmente, cerca de 92% do eleitorado de Mato Grosso já possui cadastro biométrico. Esse índice é considerado elevado e representa um avanço importante na modernização do sistema eleitoral. Com a biometria, a identificação do eleitor nas seções de votação se torna mais rápida e confiável, reduzindo riscos de fraude e garantindo maior transparência ao processo eleitoral.

 

Para o TRE-MT, ampliar esse percentual é fundamental para fortalecer a confiança da população nas eleições. Outro impacto importante dos mutirões é a redução da demanda nos cartórios eleitorais próximos ao prazo final para regularização do título. Tradicionalmente, muitos eleitores deixam para resolver pendências apenas nas últimas semanas antes do fechamento do cadastro eleitoral, o que provoca filas e sobrecarga no atendimento. Ao antecipar o serviço por meio dos mutirões, a Justiça Eleitoral consegue distribuir melhor a demanda e evitar congestionamentos no sistema.

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“Quem já foi atendido não precisa voltar ao cartório. Isso ajuda a reduzir filas e torna o processo mais organizado para todos”, explicou.

 

Durante os mutirões eleitorais promovidos pelo Tribunal Regional Eleitoral, a população tem acesso a praticamente todos os serviços oferecidos nos cartórios eleitorais. A iniciativa busca facilitar o atendimento ao cidadão, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades para comparecer aos postos de atendimento em dias úteis ou que residem em regiões mais afastadas. Entre os principais serviços disponibilizados estão a emissão do primeiro título de eleitor, a transferência de domicílio eleitoral, a revisão de dados cadastrais e a regularização de títulos que foram cancelados.  Além disso, também é realizada a coleta de dados biométricos, etapa importante para reforçar a segurança e a confiabilidade do processo eleitoral.

 

Com essas ações, milhares de cidadãos têm a oportunidade de regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral, garantindo o direito de participar das próximas eleições e fortalecendo o exercício da cidadania. Os mutirões também contribuem para aproximar a Justiça Eleitoral da população, ampliando o acesso aos serviços e incentivando a participação democrática.

 

Para que os mutirões aconteçam, é necessário um planejamento detalhado. Cada zona eleitoral realiza um levantamento prévio para identificar as regiões com maior número de eleitores que ainda precisam ser atendidos. Esse mapeamento é feito pelos juízes eleitorais e chefes de cartório, que analisam os dados do cadastro eleitoral e definem as áreas prioritárias. A partir dessas informações, são organizadas as equipes, equipamentos e estruturas de atendimento.

 

Em muitos casos, escolas, universidades, centros comunitários e até eventos regionais se transformam em postos temporários de atendimento. Essa estrutura inclui computadores, equipamentos de coleta biométrica e equipes capacitadas para realizar todos os procedimentos necessários. Mais do que um serviço administrativo, os mutirões eleitorais representam uma ferramenta de inclusão social e fortalecimento da democracia.

 

Para muitos cidadãos, especialmente jovens que tiram o título pela primeira vez ou moradores de comunidades distantes, esse atendimento representa a porta de entrada para a participação política.

 

“O título de eleitor é mais do que um documento. Ele representa o direito de participar das decisões que definem os rumos do país”, ressaltou.

 

Ao ampliar o acesso aos serviços eleitorais, a Justiça Eleitoral também contribui para ampliar a participação da população nas eleições. Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante pela frente. De acordo com estimativas do TRE-MT, cerca de 210 mil eleitores ainda precisam ser atendidos antes do fechamento do cadastro eleitoral. Com o prazo se aproximando, a orientação da Justiça Eleitoral é que a população não deixe para a última hora.

 

Para ser atendido, o eleitor precisa apresentar um documento oficial com foto, como RG ou carteira profissional válida em todo o território nacional. Em casos de alistamento ou transferência de domicílio eleitoral, também é necessário apresentar comprovante de residência.
Na maioria das situações, o atendimento é gratuito. Eventuais cobranças ocorrem apenas quando existem multas por ausência às urnas ou outras pendências eleitorais.

 

Para o desembargador Lídio Modesto, os resultados obtidos até agora demonstram o compromisso da Justiça Eleitoral e da população com o
fortalecimento da democracia. Em alguns municípios de Mato Grosso, o índice de eleitores com biometria já ultrapassa 98%, um resultado considerado expressivo.

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“Esse é um trabalho que envolve servidores, magistrados e também os próprios eleitores. Todos estão contribuindo para que o processo eleitoral seja cada vez mais seguro e acessível”, afirmou.

 

Com as eleições de 2026 se aproximando, os mutirões eleitorais continuam sendo uma das principais estratégias para garantir que cada cidadão tenha a oportunidade de exercer seu direito ao voto. Em um estado marcado pela diversidade e pelas longas distâncias, levar a
Justiça Eleitoral até onde o eleitor está se tornou não apenas uma necessidade administrativa, mas um compromisso com a democracia.

 

 

 

 

Serviços importantes

 

A troca de domicílio eleitoral também tem um papel importante para as eleições que se aproximam e pode ser realizada nesses mutirões. Trocar de domicílio eleitoral ou local de votação pode ser feito também por meio do Autoatendimento Eleitoral, no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou diretamente nos cartórios eleitorais.

 

Embora parecidos, os termos têm significados diferentes: Domicílio Eleitoral: é o lugar no qual a pessoa mora ou tem vínculos políticos, familiares, patrimoniais ou até mesmo um negócio. Local de Votação: é o prédio onde funcionam as seções eleitorais. Pode ser uma escola, uma universidade, entre outros. Seção Eleitoral: é o espaço físico onde está instalada a urna eletrônica, a cabine de votação e a mesa receptora de votos. Ou seja, a sala onde a eleitora ou o eleitor vota.

 

A data-limite para solicitar a transferência do domicílio eleitoral ou pedir a mudança do local de votação é o dia 6 de maio. Após essa data, o cadastro eleitoral estará fechado para novas requisições.

 

Como consultar

 

A consulta ao domicílio eleitoral e ao respectivo local de votação pode ser feita no Autoatendimento Eleitoral (opção “7. Onde votar”). Para acessar as informações, basta informar o número do CPF, o nome completo e a data de nascimento.

 

Condições para solicitar a troca

Se a pessoa mudou de cidade e deseja votar no município em que vive atualmente, pode solicitar a transferência de domicílio eleitoral. Para isso, é necessário: ter passado pelo menos um ano desde o alistamento eleitoral ou da última transferência; comprovar vínculo mínimo de três meses com o novo município (residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou outro que justifique a escolha); estar em dia com a Justiça Eleitoral. Se houver multa por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, o débito deve ser quitado antes do pedido. Vale ressaltar que a regra não vale para servidores públicos civis, militares, servidores autárquicos e familiares que, por motivo de remoção ou transferência, tenham mudado de domicílio.

 

Também é possível mudar o lugar em que você votou na última eleição para uma outra seção eleitoral dentro da mesma cidade, desde que existam vagas disponíveis para a troca. Contudo, o eleitor deve estar em dia. Antes de dar início ao pedido, você deve conferir se está com o título regular ou se tem multas eleitorais a pagar. Em caso de débitos, é necessário regularizar a situação na Justiça Eleitoral.

 

 

A consulta pode ser feita no Autoatendimento Eleitoral (opções “5. Regularize seu título eleitoral cancelado” e “6. Consultar situação eleitoral”). O pagamento da multa pode ser feito por meio de Pix, boleto ou cartão de crédito.

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