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MPMT pede anulação de júri que condenou policial pela morte de PM em Cuiabá

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu ao Tribunal de Justiça a anulação do júri que condenou o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz. Segundo o órgão, integrantes do Conselho de Sentença tiveram a identidade exposta durante o julgamento, o que pode ter comprometido a liberdade dos jurados na análise do caso.

O novo argumento foi apresentado pelo promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins e acrescentado ao recurso já protocolado contra o resultado do julgamento. Conforme o Ministério Público, imagens dos jurados teriam sido registradas e divulgadas por integrantes da defesa do réu, além de haver menções aos nomes de alguns deles durante a sessão.

A situação veio à tona após um dos jurados procurar a 1ª Vara Criminal de Cuiabá e relatar desconforto e preocupação com a segurança de sua família. Segundo o depoimento, ele não conseguiu julgar o caso com “consciência plena” devido ao medo gerado pela exposição e afirmou ter percebido a presença de um veículo desconhecido próximo à sua residência durante o período do júri.

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Diante do relato, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou a exclusão do cidadão do quadro de jurados e ordenou o encaminhamento do caso à Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT). Para a magistrada, houve impacto psicológico e reflexos na vida familiar do jurado.

Mário Wilson foi denunciado por homicídio qualificado pela morte de Thiago de Souza Ruiz. No julgamento, os jurados afastaram a tese de legítima defesa, mas reconheceram a ocorrência de excesso culposo, desclassificando a acusação para homicídio culposo. O MPMT sustenta que houve contradições na decisão e pede que o Tribunal de Justiça reconheça a nulidade da sessão e determine a realização de um novo júri.

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