O ex-deputado federal e ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, em decorrência de câncer no pâncreas. Natural do Recife (PE), Jungmann teve três mandatos na Câmara e ocupou importantes cargos no governo federal, deixando uma trajetória marcada por legislação sobre segurança pública e políticas sociais.
Na Câmara, foi vice-líder do PPS e integrou comissões como Constituição e Justiça, Segurança Pública e Relações Exteriores. Entre suas principais contribuições legislativas estão a Lei Complementar 136/10, que ampliou ações das Forças Armadas na fronteira, e a Emenda Constitucional 66, que facilitou a dissolução do casamento civil.
Jungmann também foi ministro da Defesa (2016–2018) e da Segurança Pública (2018), no governo Michel Temer, além de ter chefiado o Ministério do Desenvolvimento Agrário durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1999–2002). Até recentemente, atuava como diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
A morte do ex-deputado repercutiu na Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, destacou o legado de Jungmann e afirmou que ele deixa “lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional”. Em dezembro, Jungmann recebeu moção de louvor da Câmara como reconhecimento por sua trajetória pública.

















