O senador Sergio Moro criticou, nesta terça-feira (9), a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em pronunciamento no Plenário do Senado, Moro afirmou que a medida pode fortalecer o combate internacional ao crime organizado.
Segundo o parlamentar, a classificação tende a dificultar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio das facções criminosas, além de ampliar os instrumentos de cooperação entre autoridades de diferentes países. “Sejamos realistas: essa designação dificultará a vida dessas organizações, especialmente no que se refere à lavagem de dinheiro internacional”, declarou.
Durante o discurso, Moro também defendeu o endurecimento da legislação penal como estratégia de enfrentamento ao crime organizado. Ele citou medidas aprovadas pelo Congresso Nacional, como o fim das saídas temporárias de presos em feriados, e afirmou que propostas dessa natureza enfrentaram resistência do governo federal e de parlamentares da base governista durante a tramitação.
O senador mencionou ainda o projeto de combate às facções criminosas, de iniciativa do governo federal, que deu origem à Lei 15.358. Segundo ele, o texto ganhou mais efetividade após alterações apresentadas por parlamentares da oposição ao longo da tramitação no Congresso.
Ao final, Moro afirmou que a pauta da segurança pública tem sido conduzida principalmente pela oposição e criticou a postura do governo federal em relação a propostas de maior rigor no combate à criminalidade. As declarações foram feitas durante pronunciamento no Plenário do Senado Federal.




















