Grupo afirma que Cida Gonçalves não tomou medidas para proteger influenciadora que buscava apoio contra perseguição política
A então ministra da Mulher, Cida Gonçalves, foi acusada pela organização de defesa dos direitos das mulheres MATRIA de não ter tomado nenhuma medida para ajudar a influenciadora feminista Isabella Cêpa, que alegava sofrer perseguição política no Brasil.
Segundo a ONG, Cêpa foi levada pessoalmente a uma reunião no ministério, mas não recebeu qualquer apoio. A entidade afirma que acompanhou o caso desde o início, tentando todas as vias institucionais para proteger a ativista, sem sucesso.
Hoje, Isabella Cêpa vive em um país do Leste Europeu, com localização mantida em sigilo por segurança, após pedir asilo político no exterior.
“A Ministra não demonstrou preocupação e não tomou nenhuma medida para proteger uma brasileira que enfrenta perseguição política. Nenhum outro canal oficial ofereceu qualquer apoio”, disse a MATRIA ao portal Reduxx, publicação feminista.
O caso ganhou repercussão após a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) apresentar uma denúncia contra Cêpa por transfobia, devido a uma postagem de 2020 em que a influenciadora afirmou que a vereadora mais votada de São Paulo “é homem”.
A acusação poderia render até 25 anos de prisão e está no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. No entanto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o arquivamento da denúncia, ressaltando que a Justiça Federal também entendeu que a fala não ultrapassou os limites legítimos da liberdade de expressão.
Contexto político e debate no feminismo
Eleita em 2020 com mais de 50 mil votos, Erika Hilton foi a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo. O caso de Isabella Cêpa tem sido usado por setores do feminismo crítico de gênero para denunciar supostas ações de militantes trans contra mulheres.






























