MATO GROSSO

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Mesmo sob suspeita, Chico 2000 retorna à Câmara e causa tensão nos bastidores

Foto: Reprodução

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O retorno do vereador Chico 2000 à Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (7) foi marcado por tensão, repercussão e fortes holofotes. A volta acontece após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que concedeu habeas corpus permitindo que o parlamentar reassuma o cargo, depois de meses afastado em meio a um dos escândalos mais comentados da política local.

 

Chico 2000 estava fora do cargo desde janeiro, quando foi atingido em cheio pela Operação Gorjeta, da Polícia Civil de Mato Grosso. A investigação apura um suposto esquema milionário envolvendo desvio de emendas parlamentares destinadas a associações e empresas ligadas à organização de corridas de rua na capital — um caso que levantou suspeitas, gerou indignação e colocou o nome do vereador no centro de uma crise política.

 

Ao pisar novamente no plenário, o vereador demonstrou alívio e emoção com o retorno. “Graças a Deus estou de volta. Estava com saudades do plenário”, declarou, tentando retomar a normalidade após o período de afastamento. Apesar disso, evitou se posicionar sobre temas delicados, como a disputa pela presidência da Casa. “Estou chegando hoje, não sei nem quem é candidato. Vamos analisar”, afirmou, em tom cauteloso.

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Nos bastidores, a decisão judicial que garantiu sua volta também gerou debate. A defesa do parlamentar sustentou que o afastamento por tempo indeterminado era desproporcional e configurava uma punição antecipada. O argumento foi acolhido pela Corte, que entendeu haver constrangimento ilegal na medida aplicada anteriormente.

 

Na decisão, o TJMT foi direto ao revogar a suspensão do mandato, destacando que medidas cautelares menos severas seriam suficientes no caso. “Concedo a ordem de habeas corpus em favor do paciente, para revogar a medida cautelar de suspensão do exercício da função pública”, aponta o trecho. Com isso, Chico 2000 retorna ao centro da cena política, agora cercado por expectativas, controvérsias e um cenário ainda em ebulição.

 

Relembre o caso

A Operação Gorjeta, deflagrada em 27 de janeiro, investiga um suposto esquema de desvio de emendas municipais por meio de empresas responsáveis por corridas de rua, que receberiam recursos públicos e devolveriam parte dos valores aos envolvidos. Além do vereador, também foram alvos nomes como Rubens Vuolo e o empresário João Chiroli, além de sua esposa e instituições ligadas ao caso. Segundo as investigações, valores que somam mais de R$ 1,2 milhão teriam sido movimentados e parcialmente sacados em dinheiro vivo, com repasses posteriores a outros envolvidos. Mesmo com o retorno ao cargo garantido, o inquérito segue em andamento e ainda pode trazer novos desdobramentos.

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