O líder da oposição bolsonarista ao governo Lula afirmou ainda que “o maior e melhor auxílio que o governo poderia dar às empresas brasileiras seria parar de atacar os Estados Unidos”.
Por Humberto Azevedo
O líder da oposição na Câmara dos Deputados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Luciano Zucco (PL-RS), disparou contra o “Plano Brasil Soberano” anunciado na manhã desta quarta-feira, 13 de agosto, que destina R$ 30 bilhões a empresas exportadoras para proteger empregos no país dos efeitos das tarifas adicionais de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos da América (EUA) contra às exportações brasileiras destinadas àquele país.
De acordo com Zucco, a Medida Provisória assinada por Lula é uma “medida meramente paliativa, eleitoreira e incapaz de resolver o problema real” e que “o maior e melhor auxílio que o governo poderia dar às empresas brasileiras seria parar de atacar os Estados Unidos, inclusive nos fóruns internacionais, como o BRICS, onde Lula tem reiteradamente usado o espaço para criticar Washington e reforçar alianças com regimes autoritários e hostis ao ocidente”.
“O governo Lula anunciou, com pompa e circunstância, um programa de ‘auxílio’ às empresas, supostamente para enfrentar os impactos das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. O presidente Lula deveria, ele próprio, ligar para o presidente norte-americano e restabelecer uma negociação direta e franca. Não existe capital de giro, suspensão de impostos ou linha de crédito que substitua o comércio sólido e sistemático que o Brasil mantinha com os Estados Unidos”, comentou o bolsonarista gaúcho.
“Enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, usa o anúncio para fazer palanque político e pintar o Brasil como um país ‘plenamente democrático, sem censura e sem perseguição’, a realidade é bem diferente: o Brasil hoje é visto no exterior com desconfiança, envergonhado por sua política externa ideologizada, pelas perseguições políticas internas e por um Judiciário parcial que promove abusos e censura contra opositores”, completa Zucco – que é pré-candidato ao Palácio Piratini.
“Essa encenação não resolve o problema das empresas, não devolve mercados perdidos e não reverte a crise comercial que o próprio governo ajudou a criar. O que o país precisa é de responsabilidade, seriedade e diplomacia profissional — e não de maquiagem eleitoreira disfarçada de programa de auxílio”, finalizou.


























