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SOBRETUDO

MDB: o maior partido municipal de SC tenta transformar tamanho em bancada

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O MDB chega às eleições de 2026 com um problema que não aparece quando se olha apenas para a nominata: o partido continua enorme, mas está politicamente dividido. Em 2024, elegeu 70 prefeitos e 741 vereadores em Santa Catarina, liderando o Estado em número de cadeiras nas Câmaras Municipais. É uma estrutura que nenhum partido pode desprezar. O problema é transformar essa capilaridade municipal em votos para deputado enquanto diferentes grupos do MDB trabalham por projetos majoritários distintos.

Na eleição de 2026, o partido está formalmente no projeto de João Rodrigues, com Carlos Chiodini como candidato a vice-governador. Antídio Lunelli disputa o Senado. Mas uma parcela expressiva da estrutura emedebista continua próxima de Jorginho Mello. Em abril, 54 prefeitos e 20 vice-prefeitos do MDB participaram de uma mobilização em favor do governador, movimento que provocou reação da direção estadual.

Essa divisão é provavelmente a principal variável da eleição proporcional do MDB.

E ela não necessariamente será ruim para todos os candidatos. Alguns poderão fazer uma campanha muito mais independente da orientação oficial do partido, explorando suas próprias alianças municipais.

A nominata oficial disponível no DivulgaCandContas, em extração feita em 17 de agosto, mostra 11 candidatos do MDB para deputado federal e 26 para deputado estadual. Os registros ainda apareciam como “Aguardando Julgamento”.

A Câmara: menos nomes, mais concentração

O MDB terá 11 candidatos a deputado federal:

Vinicius Rodrigues Ramos, Closmar Zagonel, Raquel Cristina Bächtold, João Marcos Matos, Rodrigo Coelho, Ciro André Quintino, Angela dos Santos Oliveira Rodrigues, Valdir Cobalchini, Rafael Pezenti, Maria José Paulo da Rosa e Teodoro Marcelo Adão.

A ausência de Carlos Chiodini é obviamente explicada pela candidatura a vice-governador. E a saída de Chiodini da disputa proporcional altera bastante a fotografia da chapa.

Rafael Pezenti ★★★★★ | Muito forte

É o nome mais seguro da chapa federal.

Pezenti já tem mandato na Câmara e chega à reeleição com uma estrutura própria, especialmente no Oeste e Meio-Oeste.

É também um dos poucos candidatos do MDB que entram na disputa sem precisar explicar ao eleitor por que estão mudando de cargo ou retornando à política federal.

Probabilidade: muito alta.

Valdir Cobalchini ★★★★☆ | Forte

É um dos nomes mais experientes do MDB catarinense.

Tem histórico eleitoral, presença no Oeste e conhecimento da estrutura partidária. A candidatura também tem peso simbólico porque Cobalchini participou da ala que, durante o ano, esteve próxima de Jorginho Mello.

Isso pode ser uma vantagem em sua base.

Probabilidade: alta.

Rodrigo Coelho ★★★★☆ | Forte

Ex-prefeito de Joinville e ex-deputado federal, Rodrigo Coelho volta a disputar a Câmara por uma região de enorme densidade eleitoral.

Seu problema é exatamente esse: o Norte é forte, mas extremamente competitivo.

Ainda assim, recall, experiência e conhecimento regional colocam Coelho no grupo principal.

Probabilidade: média/alta.

João Marcos Matos ★★★★☆ | Competitivo

É uma das apostas mais interessantes do MDB.

João Matos construiu sua trajetória em Navegantes e no Vale do Itajaí e recebeu uma demonstração expressiva de apoio no lançamento de sua pré-candidatura, com cerca de mil pessoas. A campanha aposta justamente na capacidade de transformar uma rede regional construída ao longo de décadas em uma candidatura federal.

Não tem a mesma segurança dos atuais deputados.

Mas tem uma base própria que pode levá-lo para a disputa real.

Probabilidade: média/alta.

Ciro Quintino ★★★☆☆ | Corre por fora

Tem presença regional e espaço para crescimento, mas parte atrás dos nomes com mandato ou histórico federal.

Pode ser importante para a votação coletiva da chapa.

Probabilidade: média.

Closmar Zagonel ★★★☆☆ | Corre por fora

É um nome regional que pode produzir uma votação relevante, mas ainda não aparece no primeiro pelotão.

Probabilidade: média/baixa.

Vinicius Rodrigues Ramos ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata oficial e ajuda na distribuição territorial, mas não apresenta hoje o mesmo grau de competitividade dos principais nomes.

Probabilidade: baixa.

Raquel Bächtold ★★☆☆☆ | Composição

Candidatura importante para ampliar a presença feminina da chapa, mas ainda sem histórico que permita colocá-la entre as favoritas.

Probabilidade: baixa.

Angela Rodrigues ★★☆☆☆ | Composição

Nome que contribui para a capilaridade da nominata, mas precisa crescer muito durante a campanha para entrar na faixa de eleição.

Probabilidade: baixa.

Maria José Paulo da Rosa ★★☆☆☆ | Composição

Candidatura de composição e presença regional.

Probabilidade: baixa.

Teodoro Adão ★★☆☆☆ | Composição

Também entra na faixa de candidaturas que ajudam a construir o voto coletivo do partido, mas sem indicação atual de estar entre os favoritos.

Probabilidade: baixa.

A conta federal

Aqui existe uma questão importante.

O MDB perdeu Carlos Chiodini da disputa proporcional, justamente um dos seus nomes mais fortes. Ao mesmo tempo, mantém Pezenti e Cobalchini e acrescenta Rodrigo Coelho e João Matos como candidaturas capazes de disputar uma cadeira.

A chapa não é ruim.

Mas também não é uma chapa que permita projetar tranquilamente três ou quatro deputados.

Projeção Sobretudo

2 a 3 deputados federais

Cenário central: 2

A terceira cadeira dependerá de uma combinação bastante específica: Pezenti fazendo uma votação muito forte, Cobalchini mantendo sua base e pelo menos um entre Rodrigo Coelho e João Matos entrando na faixa competitiva.

O MDB pode fazer três? Pode. Mas hoje precisa provar que tem votos para isso.

A Assembleia: aqui está a força real do MDB

A nominata estadual é muito mais interessante.

São 26 candidatos, e o partido tem uma concentração de experiência parlamentar que poucos adversários conseguem reproduzir.

A relação oficial inclui:

Josiane Menestrina, Inajara Rodrigues, Adilson Girardi, Emerson Maas, Isaura Provin, Vilmar Tuta de Souza, Marcelo Achutti, Marinez Casagrande, Tiago Zilli, Jorge Koch, Jerry Comper, João Cobalchini, Emerson Stein, Monica Silva, Élcio Kuhnen, João Natel Pollonio Machado, Fernando Krelling, Luciane Cooper, Mauro de Nadal, Sirlei Muller, Leatrice Bez, Túlio Tavares, Elizeu Mattos, Maria Cristina Clemente, Paulo Coelho e Marcos Both.

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Aqui é necessário fazer uma distinção.

Antídio Lunelli não está na chapa estadual. Seu nome está na disputa pelo Senado. Volnei Weber também não aparece entre os candidatos estaduais porque integra a composição da chapa majoritária como suplente. A própria configuração atual da bancada do MDB na Alesc é composta por Antídio, Fernando, Jerry, Mauro, Tiago e Volnei.

Isso significa que o partido está tentando repor duas perdas importantes.

E aí a eleição fica muito mais interessante.

Fernando Krelling ★★★★★ | Muito forte

É um dos principais nomes da nominata.

Atual deputado estadual, vice-presidente da Assembleia e liderança consolidada no Norte, chega à reeleição com estrutura própria.

A vantagem de Krelling é não depender apenas da marca MDB.

Tem trajetória eleitoral e rede municipal.

Probabilidade: muito alta.

Mauro de Nadal ★★★★★ | Muito forte

É outro nome de primeira linha.

Ex-presidente da Assembleia, possui enorme experiência parlamentar e uma base consolidada no Oeste.

A longevidade política é seu principal ativo.

Probabilidade: muito alta.

Jerry Comper ★★★★☆ | Forte

Jerry tem mandato e uma estrutura construída no Vale do Itajaí.

Sua passagem pela Secretaria de Infraestrutura ampliou a exposição e a rede política, mas também o coloca dentro da divisão interna do MDB, já que é um dos nomes mais próximos do governo Jorginho.

Essa posição pode ser eleitoralmente útil em sua região.

Probabilidade: alta.

Tiago Zilli ★★★★☆ | Forte

É uma das principais forças do MDB no Sul.

Possui mandato e uma base construída especialmente na região de Orleans e no Sul catarinense.

A candidatura ganha relevância porque o Sul é uma das regiões onde o MDB tradicionalmente possui estrutura.

Probabilidade: alta.

João Cobalchini ★★★★☆ | Forte

É uma candidatura que merece atenção.

A família Cobalchini possui forte presença política no Oeste, e João representa uma renovação de uma estrutura tradicional do partido.

Ainda não tem a mesma segurança eleitoral dos atuais deputados, mas pode ser uma das surpresas da chapa.

Probabilidade: média/alta.

Emerson Stein ★★★★☆ | Competitivo

Ex-prefeito de Porto Belo e deputado suplente, Stein chega com uma base regional bastante interessante no Litoral.

O desafio é transformar uma votação concentrada em uma candidatura estadual.

Probabilidade: média/alta.

Adilson Girardi ★★★★☆ | Competitivo

Nome tradicional do MDB e com experiência política.

Sua candidatura ajuda o partido a manter presença no Norte e no Planalto Norte.

Probabilidade: média.

Elizeu Mattos ★★★☆☆ | Competitivo

Ex-prefeito de Lages e liderança conhecida na Serra.

É um nome que pode fazer uma votação relevante se conseguir reconstruir sua estrutura regional.

Probabilidade: média.

Jorge Koch ★★★☆☆ | Competitivo

Ex-prefeito de Orleans e liderança conhecida no Sul.

A candidatura conversa diretamente com a estrutura regional do MDB.

Mas enfrenta uma região com vários nomes fortes do próprio partido.

Probabilidade: média.

Marcelo Achutti ★★★☆☆ | Competitivo

É uma das novidades da chapa.

Vereador de Balneário Camboriú, chega com uma base no Litoral Norte e uma região de enorme potencial eleitoral.

O problema é a competição brutal por votos na Amfri.

Probabilidade: média.

Élcio Kuhnen ★★★☆☆ | Corre por fora

Ex-prefeito de Camboriú, tem conhecimento regional e uma rede municipal importante.

Pode produzir uma votação competitiva na Amfri.

Probabilidade: média/baixa.

Marcos Both ★★★☆☆ | Corre por fora

Nome ligado ao Norte catarinense, com potencial regional.

Precisa transformar presença local em escala estadual.

Probabilidade: média/baixa.

Andressa? Não.

Aqui vale uma correção importante em relação às listas preliminares.

Andressa Pêra não aparece na base oficial atual do TSE como candidata estadual do MDB.

Ela esteve entre as pré-candidatas anunciadas anteriormente, mas não está na relação oficial que estamos usando para esta radiografia.

É exatamente por isso que, para a série, a lista do TSE deve prevalecer sobre as nominatas preliminares divulgadas durante o período de pré-campanha.

A segunda linha do MDB

Josiane Menestrina, Inajara Rodrigues, Isaura Provin, Vilmar Tuta, Marinez Casagrande, Monica Silva, João Natel, Luciane Cooper, Sirlei Muller, Leatrice Bez, Túlio Tavares, Maria Cristina Clemente e Paulo Coelho completam a nominata.

São candidaturas importantes para a composição territorial e para a votação coletiva.

Mas, neste momento, não aparecem no mesmo patamar dos nomes com mandato, ex-prefeitos ou estruturas regionais mais consolidadas.

Classificação predominante: composição/corre por fora.

E isso não significa que sejam irrelevantes.

Em uma chapa proporcional, uma candidatura que faz 8 mil, 10 mil ou 15 mil votos pode ser decisiva para o partido alcançar uma cadeira adicional.

A conta estadual

Aqui o MDB parece mais confortável do que na Câmara.

O partido possui uma combinação de:

mandatos + ex-prefeitos + lideranças regionais + estrutura municipal.

E há um dado que não pode ser ignorado: o MDB elegeu 741 vereadores em Santa Catarina em 2024, o maior número entre os partidos. Também elegeu 70 prefeitos, segundo os resultados municipais consolidados.

Essa estrutura não significa 741 votos transferíveis por candidato.

Mas significa capilaridade.

E capilaridade é exatamente o que uma chapa estadual precisa.

Projeção Sobretudo

5 a 7 deputados estaduais

Cenário central: 6

Os seis nomes que hoje vejo melhor posicionados são:

Fernando Krelling

Mauro de Nadal

Jerry Comper

Tiago Zilli

João Cobalchini

Emerson Stein

Mas a sexta cadeira pode ser disputada por Adilson Girardi, Elizeu Mattos, Jorge Koch e Élcio Kuhnen, dependendo da distribuição regional dos votos.

O fator que pode derrubar a projeção

A divisão interna.

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O MDB tem uma característica que nenhum levantamento de nominata consegue medir sozinho.

Parte do partido está com João Rodrigues. Parte continua trabalhando com Jorginho Mello.

Em abril, 54 prefeitos e 20 vice-prefeitos participaram de um ato de apoio a Jorginho. A direção estadual reagiu porque entende que o partido precisa caminhar com João Rodrigues.

Esse movimento pode afetar a eleição proporcional de duas maneiras.

A primeira é negativa: falta de coordenação.

A segunda pode ser positiva: candidatos com diferentes relações políticas podem buscar votos em campos diferentes.

Em outras palavras:

o MDB pode estar dividido politicamente, mas eleitoralmente essa divisão pode produzir uma chapa com vários palanques.

O papel de Carlos Chiodini

Chiodini deixou a disputa federal para assumir a candidatura a vice-governador.

Isso representa uma perda importante para a chapa proporcional, mas uma compensação na majoritária.

Como presidente estadual do partido, ele também terá a missão de fazer algo difícil: convencer prefeitos e vereadores a trabalhar pela candidatura oficial de João Rodrigues enquanto parte deles mantém relações com Jorginho.

Sua posição será central para o desempenho do MDB.

Antídio Lunelli: a outra grande aposta

Antídio não entra na conta da Câmara ou da Assembleia.

Ele é candidato ao Senado.

E sua candidatura pode ajudar a chapa proporcional.

Lunelli tem uma estrutura muito forte no Norte e, especialmente, em Jaraguá do Sul.

A presença dele na majoritária pode produzir voto casado para candidatos do MDB.

Mas existe uma questão política importante: Antídio também esteve entre os nomes que se aproximaram do projeto de Jorginho em diferentes momentos.

Agora está formalmente no projeto de João Rodrigues.

Sua campanha será outro teste da capacidade do MDB de unificar sua estrutura.

O dinheiro

Aqui está um ponto que merece atenção.

O MDB possui uma nominata estadual grande, mas não excessivamente pulverizada em candidatos competitivos.

Isso permite uma hierarquia relativamente clara.

Na Câmara, o primeiro grupo deve envolver Pezenti, Cobalchini, Rodrigo Coelho e João Matos.

Na Assembleia, Krelling, Mauro, Jerry e Tiago tendem a estar entre as prioridades naturais.

João Cobalchini e Emerson Stein aparecem na faixa seguinte.

A distribuição do Fundo Eleitoral poderá alterar essa hierarquia.

E, quando os valores forem conhecidos, será possível cruzar dinheiro com probabilidade de eleição.

Essa será uma das melhores ferramentas para medir quem o MDB realmente considera candidato a mandato e quem está apenas compondo a nominata.

Veredicto Sobretudo

O MDB continua sendo uma máquina política em Santa Catarina.

70 prefeitos e 741 vereadores eleitos em 2024 mostram isso.

O problema é que máquina política não funciona automaticamente.

Precisa de direção.

E esse é justamente o ponto em que o MDB chega mais vulnerável à eleição de 2026.

Na Câmara, perdeu Carlos Chiodini para a majoritária e terá de fazer a eleição com uma chapa mais concentrada em Pezenti, Cobalchini, Rodrigo Coelho e João Matos.

Na Assembleia, a situação é melhor.

Krelling, Mauro de Nadal, Jerry e Tiago Zilli formam um núcleo forte, enquanto João Cobalchini, Emerson Stein, Adilson Girardi, Elizeu Mattos e Jorge Koch brigam pelas cadeiras seguintes.

Projeção Sobretudo

Câmara dos Deputados: 2 a 3 cadeiras

Cenário central: 2

ALESC: 5 a 7 cadeiras

Cenário central: 6

Federal

1. Rafael Pezenti ★★★★★ | Muito forte

2. Valdir Cobalchini ★★★★☆ | Forte

3. Rodrigo Coelho ★★★★☆ | Forte

4. João Marcos Matos ★★★★☆ | Competitivo

5. Ciro Quintino ★★★☆☆ | Corre por fora

6. Closmar Zagonel ★★★☆☆ | Corre por fora

7. Vinicius Rodrigues Ramos ★★☆☆☆ | Composição

8. Raquel Bächtold ★★☆☆☆ | Composição

9. Angela Rodrigues ★★☆☆☆ | Composição

10. Maria José Paulo da Rosa ★★☆☆☆ | Composição

11. Teodoro Adão ★★☆☆☆ | Composição

Estadual

1. Fernando Krelling ★★★★★ | Muito forte

2. Mauro de Nadal ★★★★★ | Muito forte

3. Jerry Comper ★★★★☆ | Forte

4. Tiago Zilli ★★★★☆ | Forte

5. João Cobalchini ★★★★☆ | Competitivo

6. Emerson Stein ★★★★☆ | Competitivo

7. Adilson Girardi ★★★★☆ | Competitivo

8. Elizeu Mattos ★★★☆☆ | Competitivo

9. Jorge Koch ★★★☆☆ | Competitivo

10. Marcelo Achutti ★★★☆☆ | Competitivo

11. Élcio Kuhnen ★★★☆☆ | Corre por fora

12. Marcos Both ★★★☆☆ | Corre por fora

Demais candidatos: composição/corre por fora

Principal força

A estrutura municipal.

Maior ativo eleitoral

A nominata estadual.

Maior risco

A divisão interna entre a ala que segue João Rodrigues e os emedebistas que continuam próximos de Jorginho Mello.

Candidato que pode surpreender

João Marcos Matos na Câmara e João Cobalchini na Assembleia.

Grande questão

O MDB conseguirá fazer seus 70 prefeitos e 741 vereadores trabalharem para uma mesma estratégia eleitoral?

Sobretudo

O MDB não chega pequeno à eleição.

Chega dividido.

E talvez essa seja a diferença mais importante.

A estrutura está lá. Os prefeitos estão lá. Os vereadores estão lá. Os deputados estão lá. Os ex-prefeitos estão lá.

O que falta é transformar tudo isso em uma operação eleitoral coordenada.

Na Câmara, o partido precisa provar que consegue substituir a força de Chiodini, que migrou para a majoritária.

Na Assembleia, tem condições de continuar entre as maiores bancadas, mas terá de administrar uma disputa interna pesada entre candidatos que dividem territórios e estruturas.

E há uma ironia.

O MDB passou boa parte de sua história sendo o partido que conseguia estar em praticamente todos os lugares ao mesmo tempo.

Em 2026, pode descobrir que estar em todos os lugares não é suficiente quando cada grupo está olhando para uma direção diferente.

A nominata mostra força.

A eleição dirá se ainda existe comando.

Porque o MDB catarinense não precisa provar que tem tamanho. Isso os números municipais já provaram. Precisa provar que ainda consegue transformar tamanho em poder.

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