Na abertura do 28º fórum dos governadores da Amazônia Legal, o governador anfitrião do encontro – Marcos Rocha (União Brasil) – exaltou nesta quinta-feira, 8 de agosto, os feitos da sua gestão em diversas áreas que colocam o estado de Rondônia em destaque no cenário nacional, como o terceiro maior produtor de proteína animal, a sexta melhor educação, e o menor índice de desemprego do Brasil. O fórum será realizado até esta sexta-feira, 9 de agosto.
Em seu primeiro dia de reuniões, o 28º fórum dos governadores da Amazônia Legal – que reúne os sete estados da região Norte do país (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e mais os estados de Mato Grosso (MT), no Centro-Oeste, e Maranhão (MA), no Nordeste, Marcos Rocha destacou as ações dos seus mandatos iniciado em 2019, após ser provocado pelo “ceo” do grupo Rede de Mídias (RDM) – João Pedro Marques, da importância de falar para o Brasil e para o mundo as “boas coisas que estão sendo feitas”.
“Eu fico muito feliz com a sua fala. Olha, só! Rondônia vem avançando e como eu disse aqui anteriormente, Rondônia é ‘triplo A’ em capacidade de pagamento. A gente não tem atrasos. Nós temos professores, que acabei de dar aumento salarial, então, nós temos aqui professores ganhando bem, quase comparativo com [a média] do Brasil. Antigamente, [um] diretor de escola, ele tinha uma gratificação. Quando eu entrei no governo, o salário do professor era R$ 2,6 mil. Agora nós temos professores que ganham de R$ 8 mil a R$ 12 mil, fora a gratificação, que aqui em Rondônia, dependendo do tamanho da escola, vai até R$ 6 mil”, iniciou o gestor rondoniense.
“E isso reflete em quê? Por que a gente fez isso? Porque eu vejo que todos nós passamos pela educação, passamos pelas escolas, e eu sempre quis valorizar os professores. Não por eu ser também professor, mas porque eu queria valorizar os professores. A mesma coisa na segurança. Nós compramos carros [viaturas] blindados, nós compramos equipamentos novos, nós capacitamos praticamente 100% das nossas forças policiais, contratamos um novo efetivo. Enfim, a gente vem atuando em todas as áreas. E na área econômica, nós criamos vários projetos importantes, através da nossa secretaria de Desenvolvimento, que é a Sedec, por sinal, comandada pelo nosso vice-governador. Criamos o Proampe-RO [Programa de apoio às pequenas e microempresas e empreendedores de pequenos negócios do estado de Rondônia], onde nós temos muitas empresas, que foram criadas e mantidas pelo programa”, continuou.
JUROS BAIXOS
O governador Marcos Rocha destacou também que o Proampe-RO já concedeu pelo menos R$ 150 milhões “em empréstimos a baixos juros” para fomentar os negócios das pequenas empresas do estado.
“São milhões de reais. Inicialmente, com recursos do governo do estado e depois, nós tivemos a parceria com um banco que vem aí fomentando a economia, com juros baixíssimos, [em que foram concedidos] R$ 150 milhões em empréstimos a baixos juros e isso deu uma força para a nossa economia. O nosso gado é boi verde, boi criado no pasto. A carne, vocês vão provar já, já, carne maravilhosa, o nosso tambaqui, que nós temos comentado pelo mundo, e apoiado através da nossa secretaria de Agricultura para que os nossos produtores tenham todo o apoio”, ilustrou.
“Criamos um projeto que atende o produtor porteira adentro. A gente sempre atendeu fora da porteira, da propriedade. Agora, a gente atende dentro da propriedade com recursos do governo do estado e de acordo com a necessidade de cada produtor. Eu tive a alegria de ir numa pequena chácara, de um hectare, e nesse um hectare, ele tinha peixe, cacau, mandioca, leite, suínos, mamão, rosa do deserto e eu andei naquela pequena propriedade e ele disse para mim: ‘governador, antigamente, os nossos filhos queriam ir embora. Hoje, os nossos filhos querem ficar na terra porque está dando dinheiro. Então, aquilo que a gente aprendia na escola, do êxodo rural, não está acontecendo mais. Então, todas essas são medidas importantes que foram adotadas para que a gente pudesse alcançar o desenvolvimento”, pontuou.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
O gestor de Rondônia frisou a importância da assistência social para atender a população mais carente.
“E através da assistência social também, é bom dizer, nós temos aí dez mil vagas anualmente oferecida, de acordo com a necessidade de cada região a toda a população que está no CADÚnico e, desta forma, nós conseguimos ter também em Rondônia e esse é um dado importante, o menor índice de desemprego do Brasil. Rondônia hoje tem a sexta melhor educação do Brasil e logo, logo, a gente avança”, complementou.
PROTECIONISMO
O governador rondoniense do União Brasil falou, ainda, que os boicotes promovidos por alguns países europeus aos produtos brasileiros decorrem do “protecionismo” travestido de defesa do meio ambiente.
“O quê que o Brasil produz? E o quê que nós produzimos? A maioria dos estados. Comida que o mundo inteiro precisa. E nós temos um grande poder nas mãos. Um poder para alimentar o mundo inteiro. E com alimentação de alta qualidade. Uma vez, eu fui a um país, não preciso dizer qual, [em] que ele estava dizendo que o nosso peixe brasileiro não é aceito por lá por causa das embarcações que poluem os rios. Aí eu peguei e mostrei a essas autoridades, que Rondônia produz em tanques. Então, como a gente polui rios? Se a água sai dos tanques mais limpa do que entrou. [Em que] tudo é muito bem tratado, bem cuidado. Né? Então, eles não sabiam o que falar. Na verdade, é um protecionismo que se usa para poder dizer que não [se] compra por conta disso. Mas o objetivo, na verdade, é outro. É o protecionismo”, lembrou.
BIOECONOMIA
Por fim, Marcos Rocha ressaltou que os estados amazônicos precisam “trabalhar forte” na bioeconomia.
“A bioeconomia é importante. E é nela que a gente tem que trabalhar forte também. E mostrar ao mundo inteiro, que nós temos um grande poder aqui, e não podemos nos render a ninguém não. Não precisamos nos render. Nós somos fortes, capazes, temos indústrias, produzimos alimentos e quem quiser investir aqui na nossa região, em Rondônia, vai ser muito bem recebido. Agora o que o nosso jornalista falou aqui é verdade: já pensou lá, as pessoas saíram doentes, com infecção grave, não é verdade. E, agora, vem aqui nos nossos rios, aproveitar as praias, não é isso? Aproveitar as praias dos nossos rios para fazer pesca esportiva e poder comer uma peixada e uma carne maravilhosa que você não encontra no mundo inteiro a nossa picanha brasileira, não é verdade?”, finalizou.


















