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SOLTURA QUE ASSUSTA

“Maníaco do Parque” pode ser libertado em 3 anos e voltar a ser ameaça

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O Brasil se aproxima de um polêmico e alarmante capítulo jurídico. A possível soltura, em 2028, de Francisco de Assis Pereira, o temido “Maníaco do Parque”. Condenado a quase 300 anos de prisão por uma série de crimes brutais, o serial killer pode voltar às ruas graças à lei que limita a pena máxima a 30 anos de reclusão. O promotor Edilson Mougenot Bonfim, que atuou na acusação, fez um alerta contundente não só em seu livro “O julgamento de um serial killer: o caso do Maníaco do Parque”.

Edilson fundador da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais e amparado em consenso científico, afirma que indivíduos com transtorno de personalidade antissocial em grau extremo, como Pereira, são considerados “incorrigíveis” pela psiquiatria mundial — um diagnóstico que acende um sinal vermelho para a segurança pública.

Durante o julgamento, o promotor relembra ter enfrentado o desafio de apresentar ao júri um conceito praticamente desconhecido no Brasil nos anos 1990: o de “serial killer”. Ele também critica o uso popular do termo “maníaco”, que, segundo ele, pode induzir a população a enxergar o criminoso como um doente mental, passível de tratamento e não de punição severa.

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Agora, com a possível soltura de Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”, o caso volta a expor as fragilidades da lei e a ameaça que indivíduos considerados irrecuperáveis representam para a segurança pública.

Depois de 27 anos atrás das grades, Francisco declara que pretende “começar outra vida” com nova identidade. Ele afirma que seus impulsos surgiram ainda na infância, alimentados pelo acesso precoce à pornografia. Amparado pelo limite legal de 30 anos de prisão, o assassino deixará a cadeia apesar de ter sido condenado a 208 anos por uma sequência de crimes que chocou o país: entre 1997 e 1998, atacou 23 mulheres e matou 10, abandonando os corpos no Parque do Estado, em São Paulo — cenário que lhe rendeu o apelido que aterroriza até hoje.

Em 2024, foi lançado um filme sobre a trajetória criminosa de Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”. Segundo o diretor, a produção busca promover uma reparação histórica às vítimas, trazendo à tona suas histórias e dando voz à memória daqueles que sofreram com os crimes.

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O longa, disponível na plataforma de streaming Prime Video, apresenta uma narrativa que mistura elementos documentais e dramáticos para reconstituir os acontecimentos que marcaram o país no final da década de 1990.

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