O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou, nesta quarta-feira (15), que irá ingressar com uma ação popular contra o Governo de Mato Grosso devido ao atraso nas obras do Bus Rapid Transit (BRT) e por suspeitas de superfaturamento na construção das estações do modal em Cuiabá e Várzea Grande.
A declaração foi dada após o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), atribuir a reação do secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, a supostas ligações do parlamentar com irregularidades envolvendo o antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Lúdio rebateu as acusações e afirmou que o foco deve ser a situação das obras.
“Não vou cair nessa armadilha. O que nós precisamos é debater o problema da obra atrasada do BRT, que está sacrificando a população”, disse o deputado. Ele também criticou o governo estadual, afirmando que a gestão não cumpriu os prazos anunciados para a entrega do sistema de transporte.
Segundo Lúdio, o custo estimado para a construção das 77 estações do BRT saltou de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões em um curto período, após contratações realizadas por dispensa de licitação. O parlamentar questionou as justificativas apresentadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e afirmou que cada estação deverá custar, em média, R$ 1,5 milhão.
O deputado ainda acusou o governo de descumprir sucessivos cronogramas de entrega das obras e afirmou que a atual gestão encerrará o mandato sem concluir o projeto. “São oito anos de fracasso”, declarou. Apesar das críticas à saída do secretário da audiência pública, Lúdio disse que pretende concentrar os esforços na apuração das questões financeiras e na responsabilização do Estado pelas supostas irregularidades apontadas.
















