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Justiça suspende eleição para presidência da Federação Mato-grossense de Futebol em meio a denúncias de irregularidades

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A eleição que definiria a nova diretoria da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) foi suspensa na manhã deste sábado (3), em Cuiabá, por decisão liminar da Justiça. O pleito estava previsto para começar às 9h na sede da entidade, mas foi interrompido cerca de 10 minutos antes da abertura da votação, com a chegada de uma oficial de justiça.

A suspensão atendeu a um pedido da chapa de oposição “Federação Para Todos”, liderada pelo empresário João Dorileo Leal, que apontou irregularidades no processo. A decisão busca garantir transparência na eleição, especialmente após uma decisão judicial, na noite anterior, impedir o clube Campo Novo do Parecis — aliado da oposição — de votar. Ao mesmo tempo, havia suspeitas de que o clube Juara, supostamente sem direito a voto, pudesse ser incluído na votação.

“A eleição foi suspensa por falta de isonomia e paridade de armas. Queremos uma eleição limpa, dentro do Estado Democrático de Direito”, disse o advogado da chapa de oposição, Antônio Eduardo Costa Silva.

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A movimentação começou cedo na sede da FMF, com acesso restrito e conferência de nomes. Pela primeira vez, a votação aconteceria a portas fechadas, sem presença da imprensa, autorizada a entrar apenas após o encerramento do processo.

O atual presidente da FMF, Aron Dresch, concorre à reeleição para seu terceiro mandato. No comando da entidade desde 2017, ele enfrenta como principal adversário Dorileo Leal, presidente da SAF do Mixto Esporte Clube.

Em nota, a FMF afirmou que ingressou com recurso para tentar reverter a liminar e informou que os clubes decidiram, de forma consensual, aguardar até as 14h30 deste sábado por uma eventual liberação judicial. Apenas o Mixto foi contra a deliberação.

A entidade destacou o esforço logístico de dirigentes que viajaram até 700 quilômetros para participar da votação e reforçou seu compromisso com a legalidade e a transparência do processo eleitoral.

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