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Justiça mantém quatro presos por morte de policial penal e solta dois por falta de provas em MT

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O juiz Pierro de Faria Mendes decidiu manter a prisão preventiva de quatro acusados pelo homicídio do policial penal José Arlindo da Cunha, morto após ser perseguido, agredido e baleado em novembro de 2025, em Várzea Grande. Na mesma decisão, o magistrado determinou a soltura de dois réus por considerar frágeis os indícios apresentados contra eles.

Seguem presos Jefferson da Silva Campos, Mickael Luan Rodrigues Figueiredo Leite, Valdeir Rodrigues Bandeira Junior e Welington Miguel Souza Facco. Já Lukas Alves Lima e Wanderson Costa Lazarini foram liberados mediante medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias, proibição de mudança de endereço sem autorização e comparecimento aos atos do processo.

Na decisão, o juiz rejeitou pedidos das defesas para anular a denúncia do Ministério Público. “Portanto, restou demonstrada a existência de indícios de autoria e prova da materialidade das infrações penais atribuídas aos acusados, viabilizando o exercício do contraditório e da ampla defesa, não havendo, assim, que se falar em inépcia da denúncia”, afirmou.

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O magistrado também avaliou que supostas falhas apontadas pelas defesas, como questionamentos sobre reconhecimento fotográfico e provas, devem ser analisadas durante a fase de instrução. No entanto, considerou que, no caso dos dois réus soltos, há elementos mais frágeis, incluindo registros de monitoramento que indicam que eles não estavam próximos ao local do crime.

O processo terá continuidade com audiência de instrução e julgamento marcada para 16 de abril de 2026. Segundo as investigações, o policial penal, de 55 anos, foi atacado após um desentendimento em uma festa, sendo seguido, espancado, tendo a arma roubada e, em seguida, executado a tiros.

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