A Justiça deve definir até o fim deste mês a data do julgamento de Almir Monteiro dos Reis, 49, ex-policial militar acusado pelo feminicídio da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, 48.
Almir teve seu último recurso negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a decisão de levá-lo a júri popular. O processo já retornou à primeira instância e foi remetido ao Ministério Público e à Defensoria Pública para apresentação das testemunhas.
As partes terão cinco dias, a partir de 14 de julho, para indicar os nomes, e, após isso, o julgamento será agendado. O crime, que completará dois anos em 13 de agosto, chocou o estado pela crueldade.
Cristiane foi brutalmente espancada e assassinada, tendo o corpo abandonado em um veículo no estacionamento do Parque das Águas, a mais de 10 km da casa onde foi morta.
Segundo a investigação, a vítima conheceu o autor no mesmo dia do crime, em um bar, e seguiu com ele até sua residência, onde foi estuprada e espancada até a morte.
O ex-PM ainda lavou o corpo e a cena do crime antes de abandoná-la. Ele foi preso horas depois, em flagrante, ainda na casa, ao lado da namorada.
O STJ manteve a pronúncia do réu por homicídio com qualificadoras de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, além de agravantes para ocultação e impunidade, o que enquadra o crime como hediondo.
Exames psiquiátricos realizados atestaram que o réu tinha plena capacidade mental no momento do assassinato.





























