O Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Preta ( 243km de Cuiabá) condenou, na terça-feira (27), quatro réus pelo assassinato do sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, morto em janeiro de 2024. As penas aplicadas a Paulo Ricardo da Silva Ferreira, Luan da Silva Santos, João Victor Procópio dos Santos e Yan Michael Anchieta da Costa somam mais de 110 anos de prisão, todas a serem cumpridas em regime fechado.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença após um dia inteiro de julgamento. Os réus foram considerados culpados por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa armada. Segundo a sentença proferida pelo juiz Márcio Rogério Martins, o crime foi motivado por vingança faccionada, em retaliação à morte de um integrante do grupo criminoso conhecido como “Baby Sauro”, ocorrida em confronto anterior com a própria vítima.
De acordo com o Ministério Público, o homicídio foi premeditado, com monitoramento do sargento desde sua residência até o local da execução, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima e gerou perigo comum. A acusação também destacou que o crime foi praticado em razão do exercício da função policial e que os réus atuavam de forma estruturada no Comando Vermelho, com funções internas de “sintonia” e “disciplina”.
O sargento Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos, foi morto a tiros no dia 22 de janeiro de 2024, enquanto caminhava em frente ao ginásio de esportes de Pedra Preta, durante sua folga. As investigações levaram à prisão dos envolvidos na Operação Black Stone, deflagrada em março de 2024, que cumpriu mandados em Pedra Preta, Rondonópolis e Cuiabá e resultou na morte de um dos alvos em confronto com as forças de segurança.




















