Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias afirmou nesta quarta-feira (29), durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que possui “identidade evangélica”, mas defendeu a manutenção do Estado laico no Brasil.
Ao iniciar sua apresentação, Messias declarou que a laicidade do Estado deve ser “clara, mas colaborativa”, permitindo diálogo entre o poder público e diferentes religiões. Segundo ele, essa relação deve ocorrer em defesa da fraternidade e do interesse coletivo.
Durante a fala, o indicado também abordou temas ligados a costumes e afirmou que o “edifício cristão” defende a proteção da família, das crianças e adolescentes e a inviolabilidade do direito à vida, prevista no artigo 5º da Constituição Federal.
Jorge Messias foi indicado por Lula para ocupar a vaga no STF aberta após o anúncio de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A sabatina na CCJ é uma das etapas do processo antes da votação final no plenário do Senado.















