MATO GROSSO

"EXECUÇÃO COVARDE"

Integrante do Comando Vermelho é preso no Maranhão por execução ligada a “tribunal do crime” em Sorriso

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Após mais de dois meses de investigação, a Polícia Civil localizou e prendeu no Maranhão Marcos Vinicius Pereira, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e suspeito de participar da execução de Jonas de Souza Martins, ocorrida em 1º de junho deste ano, em Sorriso, no norte de Mato Grosso.

 

As apurações indicam que Jonas foi atraído para uma emboscada sob o pretexto de consumir drogas. Ao chegar ao local combinado, porém, teria sido cercado por integrantes da facção e submetido a um chamado “tribunal do crime”.

 

Segundo o delegado Paulo Brambia, os criminosos acusaram a vítima, sem qualquer prova, de integrar uma facção rival. A investigação não encontrou indícios de que Jonas tivesse ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

No local da execução, Jonas foi amarrado e atacado com diversos golpes de faca. Mesmo gravemente ferido, conseguiu escapar e correu em busca de socorro pelas ruas da cidade.

 

A fuga desesperada terminou em frente a uma residência, onde uma moradora encontrou a vítima caída na calçada e acionou o Corpo de Bombeiros. Jonas foi levado em estado gravíssimo ao Hospital Regional de Sorriso, mas não resistiu aos ferimentos.

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“A vítima foi atraída para uma emboscada. Quando chegou ao local, os autores disseram que ele seria ‘cabriteiro’ e integrante de outra organização criminosa. Ali mesmo fizeram o chamado julgamento deles e decidiram executá-lo a facadas”, relatou o delegado.

 

A prisão de Marcos Vinicius foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão após troca de informações com os investigadores de Sorriso. O suspeito estava foragido desde o crime e era considerado peça importante para esclarecer a dinâmica da execução.

 

As investigações também identificaram outro envolvido no homicídio, que já está preso por outro crime. A Polícia Civil pediu a prisão dele também pelo assassinato de Jonas.

 

O caso continua sendo investigado para identificar todos os participantes do chamado “tribunal do crime” e esclarecer como foi organizada a execução que terminou com a morte brutal de Jonas em Sorriso.

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