A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a hepatite A, doença transmitida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pelo contato próximo com pessoas infectadas. O alerta é do hepatologista da Unimed Cuiabá, Elton Teixeira, durante a campanha Julho Amarelo, que conscientiza sobre as hepatites virais.
Segundo o médico, o vírus é transmitido pela via fecal-oral e pode contaminar água, alimentos e superfícies. Além disso, a transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento dos sintomas, favorecendo a disseminação da doença. Entre as medidas preventivas também estão a higiene das mãos, a lavagem adequada de frutas e verduras e o consumo de água tratada.
Dados do Ministério da Saúde apontam aumento dos casos da doença entre jovens adultos. Em julho de 2025, a pasta emitiu um alerta após identificar crescimento de 54,5% nos diagnósticos de hepatite A. Entre 2022 e 2024, a incidência da doença aumentou 325% no país, principalmente entre homens de 20 a 39 anos.
Embora a maioria dos pacientes apresente evolução benigna, a hepatite A pode causar insuficiência hepática aguda em casos mais graves. Os sintomas incluem cansaço, febre baixa, náuseas, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Pessoas acima de 40 anos, pacientes com doenças hepáticas, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas estão entre os grupos com maior risco de complicações.
A vacina contra a hepatite A está disponível para crianças e adultos no Núcleo de Vacinação da Unimed Cuiabá. De acordo com o hepatologista, adultos que nunca foram imunizados também devem procurar a vacinação, já que não existe tratamento específico para a doença e a prevenção segue sendo a forma mais eficaz de proteção.

































