O governo federal inicia nesta terça-feira (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que poderão ser impactados pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio para empresas e trabalhadores afetados.
Os encontros serão coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e contarão com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o governo, o Plano Brasil Soberano, criado em resposta às primeiras medidas tarifárias americanas, será ampliado para atender os setores atingidos pelo novo tarifaço.
De acordo com estimativas do governo federal, cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas pela medida, que começa a valer nesta quarta-feira (22). Apesar disso, Durigan afirmou que o país já possui mecanismos preparados para proteger empresas e empregos e avaliou que o impacto não deverá comprometer a atividade econômica brasileira como um todo.
A nova tarifa foi confirmada pelo governo dos Estados Unidos após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo brasileiro reagiu classificando a decisão como um ato sem justificativa econômica e motivado por razões políticas, além de afirmar que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.
Segundo integrantes do governo, as negociações entre os dois países avançaram inicialmente, mas se tornaram mais difíceis nos últimos meses, com a apresentação de demandas consideradas “inegociáveis” pelos americanos, incluindo mudanças relacionadas ao PIX e à legislação sobre minerais críticos. Mesmo diante do impasse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Brasil mantenha o diálogo aberto e continue buscando uma solução diplomática para a questão.

















