O governo Mauro Mendes (União) arrecadou R$ 8,5 bilhões brutos em impostos entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, segundo dados do Portal Transparência. Mesmo após as deduções, os cofres estaduais somam R$ 5,170 bilhões líquidos — valor próximo aos R$ 5,4 bilhões que a Prefeitura de Cuiabá projeta arrecadar ao longo de todo o ano. O ritmo indica que Mato Grosso pode bater novo recorde de arrecadação em 2026.
Somente em janeiro, a receita líquida alcançou R$ 3,289 bilhões. A Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 prevê receita de R$ 40,8 bilhões, mas o desempenho recente mantém a tendência de superação das estimativas oficiais.
Em 2025, o Estado registrou arrecadação bruta recorde de R$ 70,269 bilhões, quase R$ 10 bilhões acima da projeção inicial de R$ 60,7 bilhões. Após deduções e repasses aos municípios, o valor líquido ficou em R$ 43,98 bilhões — mais de R$ 6 bilhões acima do previsto na LOA daquele ano.
Os números reforçam críticas de deputados e chefes de Poderes, que alegam subestimação na peça orçamentária enviada pelo Executivo. Para este ano, o duodécimo fixado foi de R$ 3,52 bilhões ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, R$ 812,5 milhões ao Tribunal de Contas do Estado, R$ 1,02 bilhão ao Ministério Público de Mato Grosso, R$ 1,092 bilhão à Assembleia Legislativa de Mato Grosso e pouco mais de R$ 400 milhões à Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso.














