MATO GROSSO

Gilberto diz que CPI da Saúde tem viés político e defende atuação na pandemia

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O ex-secretário de Estado de Saúde e pré-candidato a deputado estadual, Gilberto Figueiredo, afirmou que está tranquilo diante das investigações da CPI da Saúde, em andamento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Um dos alvos da comissão, ele declarou que não mudaria nenhuma das decisões tomadas durante a pandemia da covid-19 e destacou que colocou a própria vida em risco para salvar pessoas.

Durante evento do Republicanos, na noite desta segunda-feira (15), em Cuiabá, Figueiredo classificou a CPI como uma iniciativa de caráter político e eleitoral. “Oportunismo. De alguma forma, um palanque eleitoral também, porque quem está à frente disso também é candidato. Eu, a partir do momento em que passo a ser pré-candidato, sou um alvo maior do que era como secretário”, afirmou.

O ex-gestor ressaltou que as decisões tomadas durante a pandemia ocorreram em um cenário de emergência. “Eu dei o máximo e coloquei a minha vida em risco para salvar o maior número de pessoas. Fiz de acordo com a legislação federal, eu não me arrependi de nada do que eu fiz”, declarou. Gilberto chegou a contrair covid-19 e ficou internado em estado grave em uma UTI de São Paulo.

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A CPI investiga suspeitas de sobrepreço em contratos firmados pela Secretaria de Saúde durante a pandemia, além de repasses realizados ao Hospital Central, administrado pelo Albert Einstein, antes da inauguração da unidade. A comissão foi proposta pelo deputado Wilson Santos (PSD) em 2023, mas só reuniu as assinaturas necessárias neste ano.

Figueiredo afirmou que não acompanha os trabalhos da comissão e que ainda não foi notificado para prestar depoimento. Segundo ele, quando receber eventual convocação, decidirá se comparecerá. “Eu tenho que cuidar da minha vida, trabalhar na minha pré-campanha e vou continuar fazendo isso”, disse.

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