MATO GROSSO

Faissal nega atuar em esquema e diz ser alvo de interpretações fora de contexto

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) se pronunciou sobre as suspeitas levantadas pela Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, e negou ter atuado como operador de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Alvo de mandados de busca e apreensão e da quebra dos sigilos bancário e telefônico, o parlamentar afirmou que sua inclusão no inquérito decorre de interpretações equivocadas de sua atuação profissional.

A Operação Gemini investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro na Corte estadual. O principal alvo é o desembargador Dirceu dos Santos, que foi afastado do cargo. Segundo a Polícia Federal, Faissal seria suspeito de atuar como operador financeiro e articulador do magistrado.

Um dos pontos investigados são mensagens trocadas entre Faissal e o advogado Roberto Zampieri em 5 de dezembro de 2023, horas antes de Zampieri ser morto em Cuiabá. O deputado afirmou que as conversas tratavam exclusivamente de uma disputa de terras em Ribeirão Cascalheira, envolvendo seus respectivos clientes. “Isso não foi possível. Nós estávamos conversando para ver um valor mais acessível… tínhamos chegado a um valor aí de R$ 200 mil”, declarou.

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Faissal também negou rumores sobre a apreensão de itens de luxo e armamento em sua residência durante a operação. Segundo ele, a Polícia Federal recolheu apenas seu telefone celular. “Não tem Rolex. Nunca tive Rolex. O fuzil não é lá de casa também. Inclusive, eu sou o único deputado da Assembleia Legislativa que não mora em condomínio fechado. Não tinha dinheiro, não tinha joias, não tinha obras de arte de grande valor. Foi de dentro do Alphaville que foi encontrado isso aí. Não foi na minha casa”, afirmou.

O parlamentar classificou a operação como um “ataque do sistema” e sugeriu a existência de “fogo amigo” nos bastidores políticos. Ele disse estar tranquilo em relação à quebra de seus sigilos, sustentando que sua movimentação financeira é composta por honorários advocatícios e verbas de gabinete. Faissal segue exercendo normalmente o mandato na Assembleia Legislativa, já que não há decisão judicial determinando seu afastamento.

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