Uma força-tarefa realizada entre os dias 16 e 19 de março resgatou 12 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda no município de Alto Taquari, em Mato Grosso. A ação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e da Polícia Federal.
A maioria das vítimas era do Maranhão e havia sido atraída por falsas promessas de emprego. No local, trabalhavam no corte de eucalipto e em atividades de carvoaria, submetidos a jornadas exaustivas, sem registro em carteira e sem acesso a condições básicas de segurança e higiene.
Durante a operação, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o empregador, que se comprometeu a cumprir 22 obrigações trabalhistas. O acordo prevê o pagamento de R$ 10 mil por dano moral individual a cada trabalhador e R$ 50 mil por dano coletivo, além de cerca de R$ 400 mil em verbas rescisórias e indenizatórias.
Segundo o procurador Mateus de Oliveira Biondi, os trabalhadores viviam em situação degradante, sem água potável, instalações adequadas ou equipamentos de proteção. Eles estavam isolados a cerca de 100 km da área urbana mais próxima, o que agravava a vulnerabilidade.
Após o resgate, as vítimas foram retiradas do local às custas do empregador e encaminhadas para hospedagem adequada, além de receberem acesso ao seguro-desemprego especial. O caso segue sob acompanhamento das autoridades, que reforçam a importância de denúncias para combater esse tipo de crime.






























