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Queda no preço dos alimentos reduz prévia da inflação e reforça expectativa de corte na Selic

Compras em supermercados geram bilhetes eletrônicos para sorteio do Nota MT - Foto por: Sefaz-MT

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A queda nos preços dos alimentos fez a prévia da inflação oficial desacelerar para 0,06% em julho, menor índice do período, e ampliou a expectativa de um novo corte na taxa básica de juros. Com a inflação mais próxima da meta, o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic de 14,25% para 14% ao ano na decisão prevista para esta quarta-feira (5).

Segundo dados do IBGE, o principal fator para a desaceleração foi o grupo de alimentação e bebidas, que recuou 0,66%, com destaque para as quedas nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Também houve redução nos valores das carnes, cereais, óleos vegetais e derivados de açúcar, impulsionada pelo aumento da oferta de produtos agrícolas.

Apesar do alívio para o consumidor, especialistas alertam que a redução nos preços dos supermercados não reflete, necessariamente, a remuneração do produtor rural. Em períodos de maior oferta, produtos perecíveis tendem a perder valor rapidamente, o que exige planejamento na comercialização para evitar prejuízos e preservar a rentabilidade da atividade.

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A expectativa de queda na Selic também pode beneficiar o agronegócio ao reduzir, gradualmente, o custo do crédito para financiamentos, renegociação de dívidas e novos investimentos. No entanto, o cenário segue condicionado à continuidade da desaceleração da inflação e à estabilidade de fatores como o câmbio, o preço do petróleo e os juros internacionais.

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