O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem até esta sexta-feira (11) para prestar informações ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as decisões que determinaram seu afastamento e posterior retorno ao cargo. O prazo de 48 horas foi estabelecido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que deverá decidir depois sobre a permanência do delegado no comando da corporação.
Fachin determinou que Andrei seja intimado e, caso queira, apresente sua versão sobre o episódio. “Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta e oito) horas, querendo, prestar informações”, escreveu o ministro. Segundo ele, após o prazo, a permanência do diretor-geral será analisada à luz da legislação que trata da magistratura.
A determinação ocorre após uma sequência de decisões envolvendo o comando da PF. Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, além da abertura de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois aos cargos, após pedido apresentado por Andrei.
Na quarta-feira (9), Fachin suspendeu os efeitos das decisões de Mendonça e Dino e marcou para 15 de setembro uma análise pelo plenário do STF. Segundo o presidente da Corte, a medida busca evitar conflitos e sobreposição de decisões judiciais sobre os mesmos fatos. Agora, a manifestação de Andrei Rodrigues será o próximo passo antes de Fachin decidir sobre sua permanência à frente da Polícia Federal.


















