Brasil amplia presença no comércio internacional mesmo em cenário global de incertezas.
Por Humberto Azevedo
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram R$ 84 bilhões (US$ 15,6 bilhões) em julho, o maior valor já registrado para o mês na série histórica desde os anos 90. O resultado representa um crescimento de 1,5% em relação a julho de 2024, impulsionado tanto pelo aumento no volume embarcado quanto pela elevação de preços.
O resultado acontece em meio a um cenário internacional de incertezas. A estratégia do país é avançar na abertura, ampliação e diversificação de mercados, somada ao diálogo permanente com parceiros comerciais, sustenta a competitividade do agro e reforça sua presença global.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o café foi um dos destaques do mês, com alta de 25,3% no valor exportado. Recentemente, 32 empresas brasileiras foram habilitadas pela primeira vez, totalizando agora 452 estabelecimentos autorizados a vender este produto para a China.
A China manteve-se como maior compradora, com R$ 30,29 bilhões (US$ 5,62 bilhões) em aquisições no mês, seguida pela União Europeia. Entre os mercados que mais cresceram estão México, Arábia Saudita e Tailândia, além de avanços relevantes em Marrocos, Bangladesh e Taiwan.
De janeiro a julho, as vendas externas do setor somaram R$ 525,52 bilhões (US$ 97,5 bilhões), em linha com o mesmo período do ano passado. Nesse período, os produtos fora do núcleo tradicional da pauta exportadora cresceram 21% em valor. Desde o início da atual gestão, foram abertos 399 novos mercados para produtos agropecuários e realizadas mais de 200 ampliações de acesso, sendo 13 dessas aberturas registradas em julho.
























