Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington no Oriente Médio, após mais de 260 dias consecutivos de missão da embarcação. A troca ocorre em meio a relatos da imprensa sobre dificuldades de abastecimento e problemas de saúde mental entre integrantes da tripulação.
O Lincoln havia deixado San Diego, em novembro de 2025, para uma missão de sete meses no Pacífico, mas foi redirecionado ao Oriente Médio em janeiro deste ano, diante da escalada das tensões com o Irã. Cerca de 5.000 militares estão a bordo, e a embarcação enfrentou dificuldades no recebimento de alimentos, produtos de higiene e outros suprimentos após danos a uma base logística americana no Bahrein, segundo o New York Times.
A imprensa britânica informou que ao menos três marinheiros tentaram se jogar no mar em episódios separados durante a missão. A Marinha dos Estados Unidos afirmou não ter identificado aumento nos casos de pensamentos ou tentativas de suicídio a bordo. O presidente Donald Trump minimizou os relatos e disse que o período de mais de 260 dias no mar estava “longe de ser tempo suficiente”.
A substituição pelo USS George Washington permitirá a rotação da tripulação sem mudanças significativas na capacidade militar americana na região. Os dois navios pertencem à classe Nimitz, têm propulsão nuclear, capacidade para transportar cerca de 90 aeronaves e acomodam aproximadamente 5.000 militares, enquanto os EUA mantêm operações militares e pressão sobre o Irã no Estreito de Ormuz.



















