Por decisão do Ministério da Educação (MEC), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após nove anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica. A medida permite que candidatos com mais de 18 anos, que atingirem pelo menos 450 pontos em cada área e 500 na redação, utilizem a nota para obter o diploma do ensino médio e ingressar no ensino superior.
Apesar da mudança, estudantes aprovados em universidades relatam dificuldades para emitir o certificado dentro do prazo de matrícula. Segundo eles, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não informou quais instituições estão autorizadas a emitir o documento nem respondeu às solicitações, o que gera o risco de perda da vaga.
Ao g1, o presidente do Inep, Manoel Palacios, afirmou que “o aplicativo será lançado a tempo” e que a emissão do certificado passará a ser feita de forma totalmente digital a partir de 2 de março. Como as matrículas ocorrem antes dessa data, o órgão informou que as universidades serão oficialmente comunicadas sobre a pendência temporária do documento.
Segundo o Inep, o novo sistema permitirá que o estudante solicite o certificado on-line, escolha a instituição certificadora e receba o documento com assinatura digital. “É um sistema novo, mas a solução digital era a única maneira de garantir o processo dentro do calendário do Sisu 2026”, explicou Palacios, que tenta tranquilizar os candidatos afetados pelo impasse.












