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Empresa dos EUA avalia instalar fábrica de silos em MT diante de déficit de armazenagem

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Uma empresa americana especializada na fabricação de silos e armazéns estuda instalar uma unidade industrial em Mato Grosso para atender à crescente demanda por infraestrutura de armazenagem no estado. Representantes da companhia, sediada em Iowa, um dos principais polos agrícolas dos Estados Unidos, se reuniram com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá, para conhecer o potencial econômico e os gargalos do agronegócio mato-grossense.

O interesse estrangeiro ocorre em meio ao avanço da produção agrícola no estado, que lidera a produção nacional de soja e milho, mas enfrenta um déficit significativo na capacidade de armazenamento. Segundo dados apresentados pela Fiemt, Mato Grosso não possui espaço suficiente para guardar cerca de 42,3 milhões de toneladas de grãos, considerando apenas as safras de soja e milho de 2023.

De acordo com levantamento baseado em dados do IBGE e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o déficit de armazenagem atinge 126 municípios mato-grossenses. Em 105 deles, a capacidade instalada é inferior à metade do volume produzido, enquanto 35 municípios não possuem qualquer estrutura de armazenagem.

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Na última década, a produção de soja em Mato Grosso cresceu 96,4%, fazendo com que o estado responda por quase 29% da produção nacional. Já o milho apresentou expansão de 257,5%, consolidando Mato Grosso como responsável por cerca de 39% de todo o cereal produzido no país. O crescimento também impulsionou a produção de biocombustíveis, colocando o estado entre os principais produtores de etanol e biodiesel do Brasil.

Para o superintendente da Fiemt, Lucas Barros, a falta de infraestrutura para armazenagem é um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor. Segundo ele, o interesse de empresas internacionais demonstra o potencial econômico de Mato Grosso e a necessidade de investimentos que ampliem a competitividade do agronegócio e da indústria estadual. “Produzimos mais do que conseguimos armazenar, o que gera custos, reduz competitividade e limita o potencial de crescimento da cadeia produtiva”, afirmou.

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