Uma dívida milionária envolvendo a campanha eleitoral de 2022 do deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (MDB) levou a Agiliza Indústria e Comércio Gráfica e Editora Eireli, Gráfica Agiliza a recorrer à Justiça de Mato Grosso. A empresa cobra R$ 117 mil do parlamentar e da campanha por serviços gráficos prestados, incluindo a confecção de 20 mil cartazes e 1 milhão de santinhos, segundo ação protocolada em janeiro na Vara Cível da Comarca de Cuiabá.
De acordo com o processo, o contrato teria sido verbal, e todo o material foi entregue e recebido com comprovantes assinados por assessores da campanha, sem qualquer contestação quanto à qualidade ou à quantidade dos produtos. A empresa afirma que tentou, por diversas vezes, receber o pagamento de forma amigável, mas não obteve sucesso, o que a obrigou a recorrer ao Judiciário.
Com a atualização do débito, incluindo juros e correção monetária pelo IPCA-E, o valor original de R$ 56.940,00 saltou para R$ 117.047,88. A Agiliza destaca que o pagamento não ocorreu mesmo após o serviço ter sido integralmente entregue, transformando o caso em uma disputa financeira de grande repercussão envolvendo a eleição passada.
A ação foi movida contra a pessoa jurídica responsável pela campanha e também contra Emanuelzinho Pinheiro em caráter pessoal, com pedido para que sejam citados e obrigados a quitar a dívida integral, além de arcar com custas processuais e honorários advocatícios. Entre os pedidos, estão ainda os juros de mora de 1% ao mês, a correção monetária e o ressarcimento das despesas do processo.
O caso expõe um conflito financeiro delicado que coloca o parlamentar em xeque, enquanto reforça a importância de contratos formais mesmo em campanhas políticas. Para a Agiliza, a ação judicial não é apenas uma cobrança, mas também uma tentativa de assegurar que acordos verbais sejam respeitados e remunerados de acordo com o serviço prestado.































