A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, o equivalente a R$ 10,9 trilhões, e atingiu o maior patamar desde abril de 2021. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31), houve alta de 0,6 ponto percentual em relação a junho, quando o indicador estava em 81,9% do PIB.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos juros incorporados à dívida. Apenas de janeiro a julho, eles acrescentaram 5,7 pontos percentuais ao indicador, enquanto as emissões líquidas de títulos contribuíram com outros 1,5 ponto. O crescimento nominal do PIB, por outro lado, ajudou a reduzir a relação em 3,1 pontos percentuais no período.
Desde janeiro de 2023, início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida passou de 71,4% para 82,5% do PIB, alta de 11,1 pontos percentuais. Apesar do crescimento, o nível atual ainda está abaixo do recorde da série histórica do Banco Central, de 87,7% do PIB, registrado em outubro de 2020, durante a pandemia.
Em julho, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão, mas acumulou déficit de R$ 89,3 bilhões em 12 meses. Com os juros, que somaram R$ 99 bilhões no mês e R$ 1,15 trilhão em 12 meses, o déficit nominal chegou a R$ 1,24 trilhão no período. Os números mostram que, apesar da melhora recente no resultado primário, o custo dos juros continua pressionando o endividamento público.




















