O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Maurício Silva Miranda, morreu neste domingo (4), em Goiânia (GO), após uma rápida e grave piora no quadro de saúde. A suspeita é de leptospirose, doença silenciosa e potencialmente fatal. Ele estava internado desde o dia 1º de janeiro, quando deu entrada no hospital com sintomas aparentemente comuns, como febre e dores no corpo.
Em poucos dias, o estado de saúde do magistrado se agravou de forma dramática. O que começou com dores musculares e mal-estar evoluiu para um quadro severo, culminando em falência múltipla de órgãos, condição considerada crítica e de alto risco, que acabou levando à morte.
A leptospirose é uma doença infecciosa grave, causada pela bactéria leptospira, transmitida principalmente pelo contato direto ou indireto com a urina de animais infectados, sobretudo ratos. A contaminação pode ocorrer por pequenos ferimentos na pele, contato com mucosas ou até mesmo pela exposição prolongada da pele íntegra à água contaminada.
Situações de enchentes e alagamentos aumentam significativamente o risco de transmissão, já que a água suja se torna um meio de disseminação da bactéria. No entanto, especialistas alertam que o perigo não se limita apenas ao contato direto com essas águas, tornando a doença ainda mais traiçoeira.
Mesmo quem evita áreas alagadas pode estar vulnerável. Durante períodos de inundação, a segurança alimentar fica comprometida, pois alimentos podem ser contaminados de forma invisível, seja pelo armazenamento inadequado ou pela maior circulação de roedores em áreas residenciais e comerciais.
Entre os sintomas mais comuns da leptospirose estão febre alta, perda de apetite, fortes dores musculares — especialmente nas panturrilhas — dor de cabeça, náuseas e vômitos. Em casos graves, como o do desembargador, a doença pode atingir uma taxa de letalidade de até 40%, reforçando o alerta para diagnóstico precoce e cuidados redobrados com a saúde.

















