HISTÓRICO VIOLENTO

Criminoso morto em operação da Denarc nesta quinta já havia sido condenado por executar chef de cozinha diante dos filhos

Montagem: Estadão MT

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O criminoso Wellington Bispo Pereira, de 50 anos, morto durante uma operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (23), em Cuiabá, carregava um extenso histórico de violência. Condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato do chef de cozinha Joel Antônio Gonçalves, ele também tinha condenação por participação em uma chacina e era apontado como integrante do Comando Vermelho.

 

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), durante o cumprimento de uma ordem judicial no bairro Coxipó da Ponte. Segundo a Polícia Civil, Wellington teria desobedecido à ordem de rendição e foi encontrado armado dentro da residência. Diante da suposta ameaça, os policiais atiraram. O Serviço de Atemdimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o bandido morreu no local.

 

O caso que levou Wellington à condenação ocorreu em 2011, no Residencial Sucuri. Conforme a denúncia do Ministério Público, o chef de cozinha Joel Antônio Gonçalves, de 41 anos, saiu de casa após ouvir uma discussão na rua e encontrou Wellington, com quem tinha desavenças antigas. Após uma breve conversa, o criminoso atirou no rosto da vítima.

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Joel morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. Na sentença, o Tribunal do Júri destacou que o assassinato aconteceu em frente à residência da vítima e foi presenciado pelos filhos, circunstância que tornou o crime ainda mais grave.

 

Antes desse homicídio, Wellington já havia sido condenado por participação em uma chacina registrada em Cuiabá, em 1994, permanecendo preso por cerca de 15 anos. Meses após conseguir a progressão de regime, voltou a matar e acabou novamente condenado.

 

Além das condenações, a Polícia Civil investigava Wellington por envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo a corporação, ele era considerado de alta periculosidade e apontado como integrante do Comando Vermelho. Durante as investigações, foram encontradas imagens em que ele aparecia armado e fazendo gestos associados à facção criminosa.

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