Um grupo de 268 médicos cooperados da Unimed Cuiabá protocolou nesta terça-feira (data não informada) um pedido formal exigindo que a atual gestão convoque, em até 48 horas, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para discutir a destituição da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração. O movimento, que ganhou força desde abril, obteve o respaldo legal ao reunir mais de 20% das assinaturas do quadro social da cooperativa, o que atende aos requisitos da Lei do Cooperativismo e do Estatuto da Unimed.
A proposta do grupo inclui sete pautas principais, como a destituição imediata dos atuais dirigentes, a anulação da AGE de 27 de junho de 2023, que aprovou o balanço de 2022, e a solicitação de uma nova auditoria independente. Além disso, os médicos pedem a eleição de uma diretoria e um conselho interinos com mandato de 120 dias, e a solicitação à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para reverter a direção fiscal da cooperativa.
O pedido vem em meio a um clima de crescente insatisfação com a gestão de Bouret, que, segundo os médicos, tem comprometido a transparência e a governança da cooperativa. Relatos indicam que muitos cooperados estão descontentes com a forma como a Unimed Cuiabá tem sido administrada, sentindo que a cooperativa perdeu seu espírito coletivo e passou a ser tratada como uma empresa privada. Embora o movimento tenha obtido um número significativo de assinaturas, há um temor generalizado de retaliações, o que leva muitos a se absterem de formalizar o apoio.
O grupo afirmou que, caso a diretoria não cumpra o prazo para convocação da AGE, seguirá com a autoconvocação, conforme prevê o Estatuto da Unimed. Historicamente, em situações semelhantes, quando o percentual mínimo de assinaturas foi alcançado, a destituição da diretoria foi uma consequência direta. O desfecho desse processo pode redefinir o futuro da cooperativa e o modelo de governança dentro da maior operadora de saúde de Mato Grosso.

















