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Competências comportamentais passam a liderar exigências das empresas, aponta pesquisa

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As competências comportamentais se tornaram o principal critério das empresas nos processos de contratação, segundo a 7ª edição do Observatório de Carreiras e Mercado de Trabalho, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). O levantamento, realizado com mais de 7 mil participantes entre estudantes, ex-alunos e empresas parceiras, mostrou que 60% dos atributos mais valorizados pelas organizações estão relacionados ao comportamento dos profissionais.

 

O resultado representa uma mudança significativa em relação aos anos de 2021 e 2022, período marcado pela pandemia, quando as habilidades técnicas lideravam as exigências do mercado, correspondendo a 56% e 68% das demandas empresariais, respectivamente. Na época, as competências comportamentais representavam entre 31% e 44%.

 

De acordo com a coordenadora do PUCPR Carreiras, Luciana Mariano, o mercado busca cada vez mais profissionais com capacidade de adaptação e aprendizado contínuo. “Hoje, as empresas procuram pessoas capazes de aprender constantemente e atuar de forma colaborativa em ambientes cada vez mais dinâmicos”, afirmou.

 

A pesquisa também aponta que experiências práticas durante a formação acadêmica têm papel fundamental no desenvolvimento dessas habilidades. O conceito de “estagiabilidade”, desenvolvido por pesquisadores da instituição, destaca a importância de vivências profissionais para o aprimoramento de competências técnicas e interpessoais, além de facilitar a inserção no mercado de trabalho.

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Os dados mostram ainda que mais de 70% dos estudantes da PUCPR já atuam profissionalmente, índice que sobe para cerca de 90% entre alunos dos últimos períodos da graduação em atividades relacionadas à área de formação. Segundo o estudo, a aproximação com o mercado ao longo da trajetória universitária contribui para a construção das competências atualmente mais valorizadas pelas empresas.

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