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Com inspiração na alta produtividade alcançada no Vale do São Francisco, países africanos querem cooperação para copiar tecnologias que transformar o semiárido em pólo produtivo

Comitiva formada por vários ministros do Brasil acompanhados de comitivas de países africanos visitaram nesta quarta-feira, 21 de maio, a "capital" do Vale do São Francisco, Petrolina (PE). (Foto: Divulgação / Agência Brasil)

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Para o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, as experiências de sucesso em fruticultura, piscicultura e gestão hídrica em Petrolina (PE) são exemplos que podem ser replicados no continente aficano.

 

Por Humberto Azevedo

 

Há 50 anos, o semiárido brasileiro era visto como uma terra condenada à seca, mas hoje é referência mundial na produção de frutas e no desenvolvimento de soluções para a convivência com a escassez de água. Por conta deste exemplo de sucesso, diversas lideranças africanas vieram ao Brasil conhecer de perto a “capital” do Vale do São Francisco (VSF), Petrolina, em Pernambuco, nesta quarta-feira, 21 de maio, durante o II Diálogo Brasil-África.

 

A programação contou com a presença de ministros brasileiros e representantes de diversos países africanos, que visitaram centros de excelência como a Trilha das Águas e a sede da Empresa brasileira de pesquisa agropecuária (Embrapa) Semiárido, e a unidade produtiva de fruticultura Nunes & Cia, além da e unidade de piscicultura da Companhia de desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

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A comitiva brasileira foi liderada pelos ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, da Agricultura, Pecuária e abastecimento, Carlos Fávaro, do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, do Desenvolvimento, da Família e da Assistência Social, Wellington Dias, da Pesca, André de Paula, e acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pela primeira-dama do país, Janja da Silva.

 

Durante a visita, Waldez Góes destacou a liderança do presidente Lula na promoção de uma cooperação internacional voltada à inclusão e à redução das desigualdades, especialmente com países da África e da América do Sul. Segundo Góes, a troca de experiências e tecnologias em áreas como segurança hídrica, agricultura familiar, piscicultura e fruticultura é essencial para o enfrentamento da fome e da pobreza. 

 

“É uma questão histórica para nós. Faz parte da nossa trajetória de vida essa relação de cooperação com os países africanos. O Brasil tem muito a compartilhar, especialmente com regiões que enfrentam desafios semelhantes aos do nosso semiárido””, afirmou Góes.

 

COOPERAÇÃO

 

O ministro enfatizou o engajamento do governo federal na construção de uma cooperação eficaz, baseada em resultados concretos. Além das visitas, foram feitas apresentações institucionais da Embrapa, da Codevasf e do Banco do Nordeste (BNB).

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“Estamos recebendo dezenas de ministros africanos, técnicos, vice-presidentes e presidentes de países para conhecerem de perto as soluções que o Brasil desenvolveu em regiões inóspitas”, disse. Waldez também parabenizou a participação dos ministérios brasileiros como prova do comprometimento com essa agenda. “Isso demonstra o compromisso do presidente Lula e do Brasil com uma cooperação que realmente transforma”, concluiu o ministro que comanda o MIDR.

 

“A Embrapa Semiárido está completando 50 anos essa semana. Há 50 anos atrás, ninguém acreditava que conseguiríamos conviver com a seca. Era um problema, um obstáculo para o desenvolvimento econômico e social aqui. E com ciência e tecnologia a gente conseguiu mostrar que poderia ser um colo produtor e hoje até exportador de frutas para o mundo todo”, comentou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

 

Com informações de assessoria.

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