Santa Catarina amanheceu sob força dupla: no céu, um ciclone extratropical que já provoca estragos, alagamentos e deslizamentos; na política, uma disputa ao Senado que redesenha alianças e aumenta a temperatura de 2026.
A economia tenta equilibrar impulsos positivos com riscos reais, o Judiciário reorganiza sua estrutura em meio ao recesso e a sociedade enfrenta mais um dia em que o clima expõe as fragilidades da infraestrutura urbana.
É SC em seu modo mais puro: intensidade máxima, todos os vetores pressionando ao mesmo tempo.
CLIMA — Ciclone extratropical provoca estragos, alagamentos e alerta máximo em SC
O estado está desde a madrugada sob efeitos diretos de um ciclone extratropical, com chuvas volumosas, vento forte e risco extremo de alagamentos, enxurradas e quedas de barreira.
Entre os principais impactos registrados hoje:
•ruas alagadas em cidades do Litoral Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis;
•deslizamentos pontuais em áreas de encosta;
•interrupção de vias, especialmente em acessos urbanos vulneráveis;
•escolas e unidades de saúde operando em contingência;
•Defesa Civil mobilizada com equipes extras.
A instabilidade segue pelo menos até amanhã, com risco especialmente alto em regiões densamente urbanizadas — onde drenagem não acompanha o volume de chuva.
O clima virou o maior fiscal das gestões municipais. E vem cobrando caro.
POLÍTICA & ELEIÇÕES — Nova pesquisa ao Senado desmonta certezas e abre guerra interna
A disputa pela vaga ao Senado ganhou hoje um novo capítulo com a divulgação de mais uma rodada de análises eleitorais:
•Carlos Bolsonaro mantém força em cenários liderando parte das simulações;
•Esperidião Amin aparece competitivo e próximo numericamente;
•Caroline de Toni sobe em cenários sem Amin e disputa voto a voto com Carlos.
A leitura política do dia:
a direita catarinense está dividida — e a vaga é imprevisível.
A pesquisa reforça que:
•O PL não definiu sua unidade;
•O PP mantém musculatura histórica;
•O PSD, com João Rodrigues crescendo no Oeste, tenta ocupar o espaço deixado pelo racha governista.
É o quadro mais aberto dos últimos ciclos.
E SC, sempre protagonista, tende a ser palco de uma das disputas mais intensas do país.
ECONOMIA — Safra sob pressão, consumo digital forte e empresariado em alerta
Safra ameaçada
O ciclone agravou o quadro de risco no agronegócio: excesso de chuva no litoral e no Vale contrasta com estiagem parcial no Oeste, prejudicando o desenvolvimento da soja e do milho.
Produtores falam em possível perda de até 10–15% em áreas mais vulneráveis.
Mercado e consumo
O Pix bateu recorde nacional e impulsiona o comércio catarinense, principalmente negócios de varejo, alimentação e serviços.
Mas o consumo dá sinais contraditórios: enquanto o turismo pressiona a demanda, famílias endividadas seguram gastos.
Construção e imobiliário
O mercado segue forte no litoral, mas o excesso de chuva e problemas de mobilidade já impactam obras e cronogramas.
Incorporadoras estudam readequações caso os eventos extremos se tornem mais frequentes — tendência que já preocupa investidores.
JUSTIÇA & INSTITUIÇÕES — Reorganização no TJSC, MP em campo e recesso prejudica população
TJSC reorganiza chefia e fluxos
Com a eleição de Rubens Schulz e a recente nomeação de desembargador pelo governador, o Tribunal de Justiça vive fase de redistribuição de responsabilidades.
Isso afeta prazos, prioridades e o ritmo de decisões sensíveis.
MP pressionado por novas demandas sociais
Com o ciclone, prefeituras acionaram o Ministério Público para acompanhar problemas de drenagem, obras emergenciais e moradias em risco.
As ações se acumulam.
Recesso judicial
O feriado do Dia da Justiça hoje paralisou prazos e reduz atendimento — prejudicando processos urgentes, especialmente nas áreas de saúde, família e proteção social.
CIDADES & SOCIEDADE — Mobilidade colapsa, vulnerabilidade cresce e temporada enfrenta risco real
A chuva intensa derrubou o que já era frágil:
•congestionamentos prolongados nas BRs e vias urbanas;
•transporte público afetado por alagamentos;
•comunidades vulneráveis precisando de abrigo emergencial;
•drenagem incapaz de suportar volume extremo.
Para cidades turísticas, o desafio é duplo:
receber temporada forte e administrar caos climático simultaneamente.
Sem adaptação climática, o verão catarinense se torna refém do improviso.
EM RESUMO:
O dia 9 de dezembro foi de pressão total sobre Santa Catarina:
•o clima expôs falhas urbanas e ameaça safra;
•a corrida ao Senado virou protagonista e abriu novo capítulo político;
•o Judiciário tenta se reorganizar enquanto a população enfrenta atrasos;
•a economia vive entre oportunidades e riscos;
•cidades entram em modo de emergência.
SC avança, mas sob tensão.
E dezembro está apenas começando.
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