O caseiro e montador de móveis planejados Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a 33 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato do advogado Renato Nery, morto a tiros em 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na capital. A pena deverá ser cumprida em regime fechado e o réu também foi condenado ao pagamento de indenização equivalente a 40 salários mínimos à família da vítima.
A sentença reconheceu os crimes de homicídio triplamente qualificado, organização criminosa e fraude processual. Na decisão, o juiz Marcos Faleiros destacou que, diante da decisão do Conselho de Sentença, Alex foi condenado pelos crimes e teve a prisão preventiva mantida.
Durante o interrogatório, Alex confessou ter efetuado os disparos que mataram Renato Nery. Aos jurados, ele afirmou que enfrentava dificuldades financeiras e alegou ter cometido o crime após ser informado pelo policial militar Heron Teixeira Pena Vieira de que havia pessoas interessadas em matar o advogado.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no entanto, o acusado teria sido recrutado mediante pagamento para executar o homicídio. A investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo uma fazenda localizada no município de Novo São Joaquim.
De acordo com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Renato Nery foi surpreendido ao chegar ao escritório e morto logo após descer do veículo. Alex é o primeiro dos seis denunciados a ser julgado. O Ministério Público aponta o casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi como mandantes do crime, enquanto os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira são acusados de intermediar e dar suporte à execução. Os demais denunciados ainda serão submetidos ao Tribunal do Júri.
















