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Carol Rost: O pagode de Cuiabá tem nova estrela

Arquivo Pessoal

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Cantora cuiabana se consolida no pagode, mantém interação constante com fãs e planeja expansão nacional.

 

 

A artista Carol Rost, natural do bairro Goiabeiras, em Cuiabá, vem conquistando seu espaço no cenário musical da cidade com talento, dedicação e muito trabalho. Sua trajetória começou em bandas de baile, interpretando diversos estilos, como sertanejo, forró, funk e pop, até que encontrou no pagode a sua verdadeira paixão, tendo como referência o grupo Sorriso Maroto.

 

Hoje, além de se apresentar em bares, restaurantes e casas de show de Cuiabá, Carol mantém forte presença nas redes sociais, com quase 36 mil seguidores, interagindo diariamente com seu público.

 

Neste bate-papo exclusivo, ela compartilha os desafios de se inserir em um gênero historicamente dominado por homens, os primeiros passos da carreira, sua rotina intensa de ensaios e preparação, o crescimento da presença feminina no pagode e a organização da banda e da produção.

 

Carol também fala sobre seus projetos futuros, incluindo a expansão da carreira para o cenário nacional, gravações e shows em várias cidades de Mato Grosso e fora do estado, que prometem movimentar o cenário musical local.

 

 

A seguir, confira a entrevista completa com Carol Rost.

 

 

 

RDMonline: Carol, você começou a cantar em 2008 e hoje também é bem atuante nas redes sociais, especialmente no Instagram. Como foram os primeiros passos da sua carreira?

 

Carol Rost: Comecei minha trajetória em 2008 como cantora profissional, influenciada pela minha família. Meu pai era cantor, meu padrinho também, assim como meus tios. Sempre participei das rodas de música em casa e, mais tarde, passei a integrar atividades na escola de música, onde havia diversas apresentações. Com o tempo, fui me apaixonando cada vez mais pela área. Estudei violão e fiz aulas de canto.

Ainda na infância, enquanto estudava inglês em uma escola presencial, participei de um festival de música promovido pela instituição. Concorri três vezes e venci todas elas. Durante uma dessas edições, fui avaliada por um jurado que já trabalhava no meio musical. Ele elogiou minha performance e, ao final, disse que gostaria de me apresentar a uma pessoa que poderia me ajudar a iniciar minha carreira. Eu tinha apenas 13 anos.

A partir desse encontro, comecei a trabalhar profissionalmente com música. Entrei em uma banda baile que fazia formaturas e casamentos, e passei a receber meus primeiros cachês. Desde os 13 anos, a música se tornou parte real da minha vida profissional, com total apoio dos meus pais e impulsionada pelas oportunidades que surgiram a partir das apresentações que realizei.

 

 

RDMonline: Como foi para você essa transição? Você começou tocando em bailes e agora segue um estilo mais voltado ao pagode, mais popular. O que motivou essa escolha na sua carreira?

 

 

Carol Rost: Foram muitos anos trabalhando em banda baile, cantando todos os estilos musicais: sertanejo, forró, funk, pop e vários outros. A mudança para um novo formato musical não foi exatamente difícil, mas representou uma transição diferente, que exigiu bastante esforço e atenção para que eu pudesse me adaptar e me inserir de fato nesse novo ambiente.

Cantar em casa por gostar de um estilo é totalmente diferente de subir ao palco e trabalhar com isso profissionalmente. Para se apresentar, é necessário muito mais técnica, preparo e experiência. O palco exige outra postura, outra entrega, e a responsabilidade é maior. Não se trata apenas de cantar uma música por prazer, mas de conduzir uma apresentação completa, com qualidade e profissionalismo.

 

 

RDMonline: Você se sentiu bem recebida nesse meio, considerando que o pagode é um ambiente majoritariamente masculino? Como foi conquistar seu espaço e se afirmar nesse cenário?

 

Carol Rost: No começo, houve certa resistência. Percebi isso até que as pessoas compreendessem melhor essa mudança. O movimento de inclusão das mulheres no pagode ainda é recente. Antigamente, o sertanejo também era dominado apenas por homens. Com o tempo, as mulheres romperam essa barreira e hoje são grandes destaques do gênero; em muitos momentos, até se sobressaem aos artistas masculinos. Basta lembrar de nomes como Marília Mendonça, Maiara & Maraísa, entre tantas outras que transformaram o cenário sertanejo.

Acredito que o mesmo acontecerá no pagode. Vejo esse estilo como um espaço em evolução, que tende a abrir cada vez mais portas. A expectativa é que, adiante, essa presença feminina se consolide, permitindo que mais mulheres se estabeleçam profissionalmente e vivam do pagode com o mesmo reconhecimento que já existe em outros gêneros.

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RDMonline: Hoje você se apresenta apenas como Carol Rost, é isso? O roxo é a sua marca registrada?

 

 

Carol Rost: Desde o momento em que entrei no pagode, utilizava o nome artístico Carol Rost, porém a marca Rost passou a ser trabalhada de forma mais consolidada há cerca de oito meses.  O Beijinho é o projeto que mais gosto de trabalhar, que é a banda Beijinho, formada pelos meus músicos. Meu nome artístico é Rost, e a identidade visual do projeto é marcada pelo Beijinho. Por isso, sempre incluo o Beijinho em todos os materiais e em todos os lugares.

 

 

 

RDMonline: Em quais locais da região de Cuiabá você costuma se apresentar?

 

Carol Rost: Hoje me apresento em diversos espaços, como Samba de Varanda, Vila Madalena, Cerveja de Garrafa, Bora Lá, Tatubola e Seu Francisco — onde já cantei muitas vezes, inclusive no antigo Seu Francisco. Atuo, principalmente, nos bares e restaurantes voltados ao pagode.

 

 

RDMonline: Como está o seu trabalho nas redes sociais, especialmente na divulgação? Você já conta com quase 37 mil seguidores, não é?

 

Carol Rost: Todos os dias faço pelo menos de duas a três publicações no feed e procuro manter os stories sempre atualizados. Essa é uma forma eficiente de criar conexão com o público, pois as pessoas interagem, respondem e curtem, o que aproxima ainda mais do meu público. As postagens no feed precisam ser diárias, e isso contribuiu significativamente para o aumento do número de seguidores.

 

 

RDMonline: Como funciona o seu grupo? Você se apresenta com uma banda ou faz shows solo? Há músicos que te acompanham de forma fixa?

 

Carol Rost: Já tenho os músicos que formam a minha banda. Sempre que surge um show, envio a mensagem no grupo informando a data e confirmando que está fechado. Eles já fazem parte fixa da equipe.

 

 

RDMonline: Quando alguém deseja fechar um show, qual é o formato oferecido — duas ou três horas? Como funciona essa negociação?

 

Carol Rost: Em regra, realizo no máximo três horas de apresentação. Isso fica a critério do contratante. Normalmente, o show tem duas horas, mas alguns solicitam três horas, e faço essa adaptação. A banda é formada por seis músicos, acompanhados pela produtora, além de um hold que auxilia na montagem.

 

 

RDMonline: O que os fãs podem esperar dos seus shows? Como você define seu repertório e a apresentação para o público que te contrata?

 

Carol Rost: É alegria, sem dúvida. E muita conexão. Gosto de descer do palco, conversar, interagir. A interação é essencial. Em todo show faço questão de chegar perto das pessoas, cantar ali no meio do público. Presença de palco é fundamental.

Não estou ali sozinha; gosto de incluir todos. É o meu show, mas com o público junto. Isso sim é festa. Não existe sensação melhor do que sair de uma apresentação sabendo que consegui transmitir essa energia.
Acredito que todo artista precisa ter essa visão: interagir, conversar, tirar foto, estar perto. Se alguém contrata um show porque gosta do trabalho, essa relação precisa ser fortalecida.

 

 

RDMonline: No início da entrevista, você comentou que fez aulas de violão. Hoje, você ainda toca violão durante os shows?

 

Carol Rost: Já toquei instrumentos quando era mais nova, mas hoje não toco mais. Atualmente, meu foco é totalmente o vocal. Ainda assim, estou estudando cavaquinho. O cavaquinho faz parte do processo que estou desenvolvendo, e estou evoluindo aos poucos. É um projeto que está nascendo agora, voltado para ampliar minhas habilidades musicais.

 

 

RDMonline: Quais desafios mais marcaram a sua trajetória na música?

 

Carol Rost: Sempre converso com minha produtora e com o produtor da banda que cada show é um desafio, porque busco entregar a melhor apresentação possível. Quando chego ao local, repito para mim mesma: “Hoje será meu melhor show”. O desafio está em manter a entrega total, estar 100% presente e oferecer 100% de performance.

Cada apresentação traz algo diferente. Não sabemos como será o público, quem estará ali ou o que pode acontecer, mas existe a certeza de que preciso entregar o meu máximo. Isso torna cada fim de semana um novo desafio. No último, por exemplo, estava gripada e precisei encarar mais essa dificuldade. Sempre há algum imprevisto, algo novo, e nenhum show é igual ao outro.

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RDMonline: Que momento especial da sua carreira você gostaria de compartilhar? Algum que marcou você e que lembra com carinho?

 

Carol Rost: Fui convidada para abrir o show do Thiaguinho na Musiva. Na ocasião, recebi um prêmio de Embaixadora da casa. Sempre que entro na Musiva, vejo uma parede com fotos e quadros de todos os cantores que já passaram por lá, e a minha foto também está exposta. Isso representa uma grande projeção para mim.

 

 

 

RDMonline: Como você descreve sua rotina de dedicação à música?

 

Carol Rost: Minha produtora e eu conversamos todos os dias, praticamente 24 horas. Muitas pessoas acreditam que tudo acontece somente na hora do show, mas o trabalho é constante. Passamos o tempo inteiro resolvendo detalhes, ajustando agenda, acompanhando tendências e organizando cada etapa. É uma empresa. Existe um CNPJ, existe gestão. Quando se entende que o projeto é uma empresa, tudo muda. A chave vira. O contratante passa a tratar de outra forma, porque sabe que o pagamento é feito no CNPJ e que há uma equipe responsável.

Para cada show coloco músicas novas. Estou sempre atenta ao que toca nos lugares por onde passo. Analiso, anoto, vejo se funciona para o repertório. Tenho um bloco de notas no celular que nunca me abandona. Basta ouvir algo interessante que já registro ali na hora.

Os shows pelo interior têm sido especiais. Já me apresentei em Sinop, Primavera do Leste, Rondonópolis, Rio de Janeiro e Brasília. As redes sociais — Instagram, TikTok — impulsionam tudo. Postar diariamente está me levando para lugares que eu jamais imaginei. Já surgiram propostas para o interior de São Paulo e do Rio de Janeiro. Muitos pedem orçamento para contratar o show.

 

 

 

RDMonline: Quem é a sua maior inspiração ou ídolo na música?

 

Carol Rost: Minha principal influência sempre foi o Sorriso Maroto. Desde muito nova, sou apaixonada pelo grupo; foi uma das primeiras referências musicais que tive. O diferencial deles, na minha opinião, é a verdade que entregam no que cantam. Há autenticidade, sentimento real e uma entrega genuína, porque vivem aquilo que interpretam.

Outra referência importante é a Ludmilla, que ajudou a romper o paradigma da ausência feminina no pagode. Ela começou no funk, passou pelo pop e criou o projeto Nuwance , que a lançou de forma definitiva no pagode. Essa iniciativa abriu portas para muitas mulheres focarem no gênero e encontrarem espaço.

Várias artistas estão direcionando atenção especial ao pagode, e isso fortalece o movimento feminino dentro do gênero. Por isso, acredito que as mulheres vão romper de vez essa barreira e conquistar uma carreira sólida no pagode.

 

 

RDMonline: Você acredita que outras cantoras de pagode também têm espaço para se destacar em Cuiabá?

 

Carol Rost: Sim, existem outras cantoras iniciando seus projetos, e há espaço para todas. Trabalho com o meu projeto de pagode há dois anos em Cuiabá. Quando comecei, não havia nenhuma mulher no pagode local. Foi um processo de aceitação por parte do público, dos músicos, dos bares e dos contratantes. Hoje sou muito bem recebida e acolhida.

 

 

RDMonline: Quais são seus planos e objetivos para o futuro?

 

Carol Rost: Agora começa a fase de entrega deste projeto do dia 22, que será a gravação do audiovisual, marcada para 22 de novembro. Após a conclusão, todo o material será finalizado e divulgado da forma mais ampla possível, utilizando redes sociais, comunicação e todas as plataformas disponíveis. Esse processo de divulgação fortalece a visibilidade do meu trabalho, gera contratações e permite que cada vez mais pessoas me conheçam, o que facilita a expansão do projeto. Trata-se de um trabalho contínuo e detalhado de divulgação. No próximo ano, lançarei esse audiovisual no YouTube, Spotify e em todas as demais plataformas digitais.

 

 

 

RDMonline: Você tem o objetivo de alcançar o cenário nacional? Como enxerga essa trajetória na sua carreira?

 

Carol Rost: Sem dúvida, o objetivo é alcançar o cenário internacional. Pode ser difícil, mas nada é impossível. O trabalho já vem sendo desenvolvido há algum tempo e, seguindo tudo corretamente, não há motivo para dar errado. Existe planejamento, existe uma equipe envolvida, uma banda, uma produtora e profissionais que acompanham cada etapa. O progresso está acontecendo, o crescimento é visível, e o caminho agora é intensificar o trabalho e manter o foco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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