O futuro do PSDB em Mato Grosso começa a ganhar contornos mais definidos no tabuleiro político de 2026. Em entrevista, o presidente estadual da sigla, o deputado estadual Carlos Avallone destacou que, apesar das limitações regionais diante das decisões nacionais, há um esforço concentrado para recompor e fortalecer o partido no estado. “O PSDB seguirá independente. Nosso foco é formar uma chapa estadual e uma chapa federal competitivas. Esse é o nosso desafio”, afirmou.
Nos bastidores, chegaram a ser discutidas fusões e junções com outras legendas, como o PSD e o Podemos, mas todas as tratativas acabaram desfeitas em nível nacional. Para o dirigente, a manutenção da identidade tucana foi um alívio.
“Não era contra o PSDB, mas contra o risco de perdermos nossa sigla. Hoje, o cenário é de reconstrução, com muitas lideranças demonstrando interesse em participar desse processo”, explicou.
A grande incógnita, no entanto, é sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás. O deputado não descartou candidatura própria e lembrou que o partido conta com nomes de peso, embora alguns resistam em voltar às urnas. Entre as alternativas já colocadas estão o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), ambos vistos como fortes opções em uma eventual aliança. “O PSDB sempre teve condições de disputar o governo, mas também sabemos reconhecer lideranças que podem somar”, disse.
Atualmente, a legenda faz parte da base de apoio do governador Mauro Mendes (União) e acompanha de 70% a 80% das votações na Assembleia Legislativa. Mesmo assim, o presidente estadual reforçou que a decisão não será isolada.
“Sou presidente do PSDB, mas não dono do partido. Essa é uma construção coletiva. É hora de diálogo, de ouvir as lideranças e avaliar quem realmente pode representar nosso projeto em 2026”, concluiu, citando ainda as articulações ambientais de Wellington Fagundes como exemplo de atuação estratégica no estado.


































