MATO GROSSO

SOB SUSPEITA

Sérgio Ricardo exige plano para água e critica abandono em Cuiabá e VG

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, voltou a subir o tom na última quinta-feira (29) ao falar da situação de Cuiabá e Várzea Grande. Durante as discussões do Plano Diretor da capital, ele defendeu que o Ministério Público investigue as finanças da Prefeitura de Várzea Grande, em meio à crise de água e saneamento que atinge a cidade.

 

Para ele, qualquer suspeita envolvendo dinheiro público precisa ser apurada. Sérgio Ricardo foi direto ao relacionar possíveis irregularidades ao sofrimento da população, destacando que é inadmissível uma cidade com mais de 150 anos ainda enfrentar falta de abastecimento de água. Ele também cobrou da gestão municipal um plano concreto para resolver o problema, questionando onde estão os projetos e o planejamento.

 

A fala acontece no mesmo momento em que o Ministério Público já pediu a abertura de inquérito para investigar a prefeita Flávia Moretti (PL). A suspeita envolve crimes como peculato e fraudes no Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), incluindo as chamadas “religações fantasmas”, que teriam gerado pagamentos indevidos. Segundo o MP, mudanças na gestão teriam atrapalhado as investigações internas, com exonerações e enfraquecimento de setores estratégicos.

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Além da crise atual, Sérgio Ricardo fez um alerta mais amplo: sem mudanças na gestão pública, Cuiabá e Várzea Grande podem enfrentar aumento da pobreza nos próximos anos. Ele apontou um contraste negativo entre a região metropolitana e cidades do interior, que vêm crescendo mais em desenvolvimento e infraestrutura.

 

O presidente do TCE criticou especialmente a situação das periferias e do centro histórico da capital, falando em abandono, fechamento de empresas e redução de empregos. Segundo ele, o número de áreas carentes já é alto — com dezenas de favelas — e tende a crescer se nada for feito.

 

Como saída, ele defendeu uma atuação mais estratégica dos gestores e citou o projeto “Plano de Metas Mato Grosso 2050”, que pretende levar para as cidades o mesmo modelo de desenvolvimento que impulsionou o agronegócio no interior. Enquanto isso, em Várzea Grande, a prefeitura ainda aposta na concessão do DAE à iniciativa privada como possível solução para a crise no abastecimento.

 

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