As obras do sistema de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande estão sendo executadas com estrutura compatível para operar qualquer tipo de modal sobre rodas, segundo afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, durante audiência pública na Assembleia Legislativa. A declaração foi dada em meio às discussões sobre a possível troca do BRT pelo Bonde Urbano Digital (BUD), modelo de ônibus duplo articulado com tecnologia mais moderna, em avaliação pelo governo.
De acordo com o secretário, a infraestrutura em construção atenderá com eficiência veículos movidos a diesel, gás, biodiesel ou eletricidade — desde que sejam sobre rodas. “A estrutura que estamos fazendo atende qualquer veículo sobre rodas. O corredor vai funcionar com rapidez, tecnologia e segurança”, afirmou. Ele também destacou que, independentemente da escolha final do modal, o sistema terá controle tecnológico para monitorar em tempo real todas as operações do transporte coletivo.
O estudo sobre o BUD foi confirmado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, que visitou o Paraná para conhecer o modelo que será implantado na região metropolitana de Curitiba. Apesar disso, o secretário Marcelo Oliveira garantiu que as obras do BRT seguem e serão concluídas conforme previsto. Segundo ele, o sistema poderá ser adaptado futuramente, mas a estrutura atual não será perdida nem descontinuada.
Durante a audiência, Oliveira atualizou os prazos de entrega das obras. O trecho do corredor da Prainha, entre a Praça Ipiranga e a avenida 15 de Novembro, só será entregue em fevereiro de 2026, dois meses após o prazo inicial. Já o trajeto completo, que vai do CPA até Várzea Grande, incluindo todos os terminais e estações, deve ser finalizado até junho de 2026. Ele também descartou a adoção de um terceiro turno de trabalho para acelerar a execução das obras, alegando falta de mão de obra especializada e limitações operacionais durante o período noturno.






























