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Alta do diesel pressiona campo e pode gerar impacto de até R$ 14 bilhões

Novo decreto do governo zera, ainda, o Cofins sobre o biodiesel, que resultará numa economia de R$ 0,02 por litro, além de postergar tarifas de navegação entre os meses de abril a junho, podendo ser prorrogado para até dezembro. (Foto: Rosa Rovena / Agência Brasil)

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A disparada de mais de 23% no preço do diesel em pouco mais de um mês já impacta diretamente o custo de produção no campo. Levantamento do Projeto Campo Futuro, da CNA e do Senar, com apoio da Farsul, aponta que o impacto sobre o agronegócio brasileiro já soma R$ 7,2 bilhões e pode ultrapassar R$ 14 bilhões caso a alta persista ao longo de 2026.

A cana-de-açúcar é a cultura mais afetada, com aumento de R$ 355 por hectare. O motivo é a alta dependência de máquinas movidas a diesel em todas as etapas da produção, do corte ao transporte, o que amplia a sensibilidade aos reajustes do combustível.

Em outras lavouras, o impacto é menor. Na soja, o custo subiu entre R$ 42 e R$ 48 por hectare, enquanto no milho a elevação varia de R$ 40 a R$ 75. Já o arroz registra aumento de R$ 203 por hectare, influenciado principalmente pelo uso de irrigação.

Com o litro do diesel próximo de R$ 7,50, o encarecimento já atinge toda a cadeia produtiva, desde o preparo do solo até o frete. Parte desse aumento tende a ser repassada ao consumidor, pressionando os preços de alimentos e reduzindo a margem dos produtores.

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Sem alternativas viáveis no curto prazo, o diesel deve se consolidar como um dos principais fatores de risco para a safra de 2026, influenciando decisões sobre investimento, área plantada e uso de tecnologia no campo.

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